Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, está envolvido em um grande escândalo de fraudes que desviou R$ 6 bilhões do INSS, afetando quatro milhões de pessoas. O senador Weverton Rocha, do PDT-MA, confirmou que se encontrou com Antunes e o ex-diretor do INSS, André Fidélis, para discutir a legalização de produtos à base de cannabis. Antunes é investigado pela Polícia Federal, que rastreou transferências financeiras suspeitas ligadas a ele e Fidélis. Weverton disse que conheceu Antunes em um churrasco e o recebeu em seu gabinete para tratar de assuntos legislativos. Antunes, que possui várias empresas e bens de luxo, nega as acusações. Fidélis, que também é investigado, foi afastado do cargo após suspeitas de irregularidades. A PF encontrou movimentações financeiras que levantam suspeitas sobre ambos.
Um dos principais envolvidos no escândalo de fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, está sob investigação da Polícia Federal (PF). O esquema de fraudes resultou em desvios de R$ 6 bilhões, afetando cerca de quatro milhões de pessoas.
Recentemente, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) confirmou encontros com Antunes e o ex-diretor do INSS, André Fidélis, para discutir a legalização de produtos à base de cannabis. Antunes, que é investigado por transferências financeiras suspeitas, se apresentou como empresário do setor farmacêutico durante um churrasco na casa do senador.
Weverton afirmou que recebeu Antunes em seu gabinete no Senado várias vezes para tratar da legalização da importação de produtos de cannabis para fins medicinais. A assessoria do parlamentar confirmou os encontros, mas Antunes não comentou sobre a investigação. O senador, que não está sob investigação, é vice-líder do governo no Senado e participou de uma comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.
Investigação da PF
A PF rastreou transferências financeiras ligadas a Antunes e Fidélis, revelando que o empresário é sócio de diversas empresas e possui uma frota de oito carros de luxo. Ele também possui imóveis em São Paulo e Brasília, incluindo uma casa no Lago Sul, avaliada em R$ 3,3 milhões. A investigação sugere que Antunes pode ter constituído uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas para proteger patrimônio obtido de forma ilegítima.
Os ex-advogados de Antunes afirmaram que a inocência do empresário será provada. A PF também investiga Fidélis, que foi afastado do cargo após surgirem suspeitas sobre descontos indevidos nas aposentadorias. Ele recebeu R$ 5,1 milhões de intermediárias ligadas a entidades associativas. Fidélis negou que sua indicação ao cargo tenha sido política, afirmando que sua experiência como servidor de carreira foi determinante.
A relação entre Fidélis e Antunes se intensificou por meio do filho do ex-diretor, Eric Fidélis, que recebeu R$ 1,5 milhão de contas associadas ao empresário. A PF considera que esses repasses reforçam as suspeitas de irregularidades financeiras.
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