Nelton Friedrich, ex-deputado do PDT, foi nomeado para chefiar um departamento no Ministério da Integração Regional, mas isso não significa que o partido está se reaproximando do governo de Lula. A escolha de Friedrich é vista como técnica e não política, segundo líderes do PDT. Ele vai liderar o Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica, que faz parte de uma pasta chefiada por Waldez Góes, um ministro indicado pelo União Brasil. Friedrich, que tem experiência na Itaipu Binacional e se filiou ao PDT em 2018, foi uma surpresa para a cúpula do partido, que está distante do governo desde a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência. A indicação não passou pela sigla e foi feita diretamente pelo Planalto, reforçando que não é uma indicação partidária. Membros do PDT afirmam que a nomeação não indica uma mudança na relação com o governo, e que o partido continua independente.
BRASÍLIA – A nomeação do ex-deputado federal Nelton Friedrich para chefiar um departamento no Ministério da Integração Regional não indica uma reaproximação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha, considerada técnica, foi anunciada pela Casa Civil nesta terça-feira, 13.
Friedrich assumirá a direção do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica. A pasta é liderada por Waldez Góes, que, embora seja do PDT, está na cota de ministros indicados pelo União Brasil, partido aliado ao governo. A indicação de Friedrich surpreendeu a cúpula pedetista, que se distanciou do governo após a demissão de Carlos Lupi, presidente do PDT, do Ministério da Previdência Social.
Lideranças do PDT afirmam que a escolha de Friedrich foi técnica, destacando sua experiência na Itaipu Binacional. O presidente do PDT no Paraná, Goura Nataraj, elogiou a competência de Friedrich. O deputado federal André Figueiredo, presidente em exercício do PDT, reforçou que a nomeação não foi uma indicação partidária, mas uma decisão do Planalto.
O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer, comentou que, se a nomeação for um gesto de reaproximação, partiu exclusivamente do governo. Ele destacou que a bancada do PDT permanece independente e que qualquer melhoria nas relações deve ser discutida internamente.
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