O INSS está investigando descontos não autorizados em aposentadorias e pensões que beneficiam a Conafer, uma confederação de agricultores. Esses descontos aumentaram de R$ 400 mil em 2019 para R$ 202 milhões em 2023. A Conafer começou a revisar seus cadastros após denúncias de adulteração de documentos e descontos indevidos. A Contag, outra entidade do setor, pediu ao INSS que tome medidas rápidas para parar essas práticas, já que recebeu queixas de aposentados que não reconheceram os descontos. A investigação da Polícia Federal sugere que a Conafer pode ter falsificado documentos para realizar esses descontos, mas a confederação nega qualquer irregularidade e diz que está colaborando com as autoridades. A Contag, que também foi investigada, já havia alertado o INSS sobre esses problemas desde 2021 e defende que os responsáveis sejam punidos.
O INSS investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões em favor da Confederação Nacional de Agricultores Familiares (Conafer). As denúncias, que começaram a ser recebidas em junho de 2022, revelam um aumento alarmante nas deduções, que saltaram de R$ 400 mil em 2019 para R$ 202 milhões em 2023.
Após a operação da Polícia Federal, que expôs suspeitas de desvios, a Conafer anunciou que está revisando seus cadastros. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) também se manifestou, solicitando ao INSS medidas urgentes para coibir essas práticas. A Contag recebeu relatos de aposentados e pensionistas rurais sobre descontos indevidos em suas aposentadorias.
A investigação da PF revelou que a Conafer pode ter adulterado documentos para realizar os descontos. A entidade, por sua vez, nega irregularidades e afirma que está colaborando com as autoridades para esclarecer as inconsistências. O ofício da Contag, enviado ao então presidente do INSS, Guilherme Serrano, e ao diretor de Benefícios, Sebastião Faustino, continha extratos de benefícios e declarações de aposentados que não reconheciam as autorizações.
A Contag, que também foi alvo da operação da PF, destacou que desde 2021 vem recebendo denúncias sobre descontos não autorizados e que repassou essas informações ao INSS e a órgãos de controle. A entidade defende a investigação e a punição dos responsáveis por quaisquer irregularidades.
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