Entre 2019 e 2022, a venda da pistola 9mm foi liberada para civis, tornando-se a arma mais popular do Brasil, com 643 mil unidades legalizadas atualmente. Destas, 379 mil estão com Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e 264 mil foram compradas para defesa pessoal. A pistola 9mm também se tornou a mais apreendida, com um salto de 10 apreensões em 2019 para 554 em 2024. Essa arma é mais rápida e carrega mais balas do que os revólveres, além de ter quase o dobro da potência da pistola .380. A Polícia Federal assumirá a fiscalização dos CACs em julho de 2024, uma mudança que visa melhorar o controle sobre as armas. A flexibilização do acesso à pistola 9mm gerou uma demanda alta, fazendo com que ela se tornasse a mais comum entre os cidadãos autorizados e também a mais encontrada em situações de crime.
A pistola 9mm se tornou a arma mais popular do Brasil, com 643 mil unidades legalizadas. O aumento na venda ocorreu entre 2019 e 2022, quando a compra por civis foi liberada. Atualmente, 379 mil dessas pistolas estão nas mãos de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), enquanto 264 mil foram adquiridas para defesa pessoal.
A pistola 9mm também se destaca como a arma mais apreendida no país, com 554 ocorrências em 2024, um salto significativo em relação a apenas 10 apreensões em 2019. Especialistas apontam que a 9mm é mais rápida e possui maior capacidade de munição em comparação a revólveres, além de ter quase o dobro da potência da pistola .380.
A flexibilização do acesso à 9mm gerou uma demanda reprimida, tornando-a a arma mais vendida do Brasil. Dados da Polícia Federal (PF) revelam que, em 2018, apenas 11 pistolas 9mm foram apreendidas em situações ilegais, enquanto em 2024, esse número subiu para 1.377. A mudança nas regras de compra e posse de armas, que restringiu a venda a civis em janeiro de 2023, não impediu o crescimento da popularidade da pistola.
Mudanças na Fiscalização
A partir de 1º de julho de 2024, a Polícia Federal assumirá a fiscalização dos CACs, atualmente sob responsabilidade do Exército. Essa mudança foi determinada pelo governo Lula e faz parte do decreto das armas, assinado em julho de 2023. A PF solicitou a antecipação da transferência, alegando falta de recursos para se preparar adequadamente.
Bruno Langeani, do Sou da Paz, acredita que a PF terá uma capacidade melhorada para otimizar a fiscalização. A nova estrutura permitirá que a fiscalização utilize diferentes bases de dados, algo que não era feito pelo Exército. A expectativa é que essa mudança traga mais eficiência ao controle das armas no Brasil.
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