Ras J. Baraka, prefeito de Newark, foi preso por agentes do ICE durante uma manifestação contra um centro de detenção de migrantes. Ele foi detido em Delaney Hall e enfrenta uma acusação de invasão de propriedade, que pode resultar em até 30 dias de prisão. Baraka, conhecido por sua oposição à política anti-imigrante de Donald Trump e por suas iniciativas sociais, afirmou que sua prisão é um exemplo de autoritarismo e que não se pode prender pessoas por suas opiniões políticas. O centro de detenção, que começou a operar em maio, é o segundo em Nova Jersey e tem gerado protestos na comunidade. Baraka e outros políticos estavam na manifestação quando ele foi detido, e ele insiste que não estava dentro do centro. O incidente gerou polêmica, com autoridades do governo alegando que Baraka não seguiu os protocolos de segurança. A defesa do prefeito planeja contestar a acusação, argumentando que ele foi alvo de uma ação seletiva.
Ras J. Baraka, prefeito de Newark, foi preso por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) durante uma manifestação contra um centro de detenção de migrantes. O incidente ocorreu em 9 de maio, em Delaney Hall, e Baraka enfrenta acusações de invasão de propriedade, podendo ir a julgamento em julho.
O prefeito, conhecido por sua oposição à política anti-imigrante de Donald Trump, foi detido enquanto protestava contra a abertura do centro, que abriga migrantes indocumentados. Baraka afirmou que sua prisão é um exemplo de autoritarismo e que não se pode prender pessoas por suas opiniões políticas. Ele destacou que a detenção é um reflexo do que a comunidade enfrenta atualmente.
Baraka, que tem promovido iniciativas sociais em Newark, como a redução do desemprego e o acesso à habitação, criticou a instalação do centro de detenção, que começou a operar em maio sob a administração do Grupo GEO. O contrato entre a empresa e o ICE é de R$ 60 milhões anuais por 15 anos. O centro, que possui mais de mil camas, está estrategicamente localizado a menos de três quilômetros de um aeroporto, facilitando a deportação de detidos.
Repercussão Política
O incidente gerou reações entre políticos e ativistas. Baraka foi apoiado por membros do Congresso presentes no protesto, que também foram impedidos de entrar no centro. A secretária adjunta do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, afirmou que Baraka poderia entrar na instalação, desde que seguisse os protocolos de segurança. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, criticou a situação como um “espetáculo político”.
Baraka compareceu ao tribunal para responder à acusação de invasão de propriedade, que pode resultar em até 30 dias de prisão. Seus advogados planejam solicitar a desconsideração das acusações, alegando que foram direcionadas apenas a ele, apesar da presença de outras pessoas no protesto. Um dos advogados comparou a situação à invasão do Capitólio em janeiro de 2021, ressaltando que Baraka não cometeu um ato de violência.
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