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Brasil retoma cobrança de dívida bilionária com Venezuela sem resposta de Maduro

Negociações da dívida de US$ 1,74 bilhão entre Brasil e Venezuela estão suspensas, sem respostas do governo Maduro.

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O governo brasileiro, liderado por Lula, está tentando renegociar uma dívida de US$ 1,74 bilhão com a Venezuela, que se refere a financiamentos do BNDES para obras no país. No entanto, a negociação está suspensa porque o governo venezuelano não está respondendo. O Brasil já começou a cobrar a dívida novamente e informou instituições internacionais sobre os atrasos. O governo brasileiro planeja indenizar quatro parcelas até junho de 2024, caso o pagamento não ocorra, além de cobrar juros. As relações entre Brasil e Venezuela estão tensas, especialmente após a recusa do Brasil em aceitar a entrada da Venezuela no Brics. Lula e Maduro discutiram a dívida em várias ocasiões, mas as tentativas de contato não têm sido respondidas. Lula criticou o governo anterior por não cobrar a dívida e acredita que, sob sua gestão, a situação será resolvida.

O governo brasileiro suspendeu a negociação de uma dívida de US$ 1,74 bilhão com a Venezuela, referente a financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras no país. A informação foi divulgada pela secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, em resposta ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A falta de respostas do governo venezuelano motivou a suspensão.

O montante atualizado da dívida inclui valores indenizados pela União aos bancos financiadores e juros acumulados. O governo brasileiro informou que a cobrança foi retomada, com notificações a instituições multilaterais, como o Clube de Paris, que reúne grandes credores. O Brasil planeja cobrar quatro parcelas adicionais, totalizando cerca de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 90 milhões), até junho de 2024.

Relações Bilaterais em Crise

As relações entre Brasil e Venezuela têm se deteriorado, especialmente após a recusa do Brasil em aceitar a entrada da Venezuela no grupo Brics. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva havia reaberto as negociações no início de 2023, após uma visita de Nicolás Maduro a Brasília, mas as tentativas de contato não obtiveram resposta.

Lula já havia mencionado que a falta de pagamento por parte da Venezuela e Cuba era resultado da política externa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente acredita que, sob sua gestão, os países vizinhos honrarão suas dívidas com o BNDES, que já foi alvo de críticas por financiar obras no exterior.

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