A direita radical, que antes era dominada por homens, agora tem visto mais mulheres em posições de liderança. Líderes como Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, e Marine Le Pen, da França, estão se destacando. No Brasil, Michelle Bolsonaro e Damares Alves também estão ganhando espaço, tentando atrair mulheres e apoiar ideias conservadoras. Essas mulheres não estão apenas ganhando visibilidade, mas também ajudam a suavizar a imagem de seus partidos, usando papéis tradicionais de mãe e esposa para normalizar ideias extremas. Por exemplo, Meloni se apresenta como “mulher, mãe, italiana e cristã”, enquanto Michelle se descreve como “esposa, mãe e serva do Senhor”. A presença delas tem ajudado a aumentar o apoio feminino, como no caso do partido de Le Pen, que viu um aumento de 10 pontos percentuais entre mulheres. Além disso, elas usam sua identidade feminina para criticar a esquerda e promover pautas conservadoras, como o femonacionalismo, que mistura feminismo com campanhas contra imigração. No Brasil, a direita radical se apoia em valores religiosos e familiares. Essas líderes se veem como defensoras dos valores femininos, promovendo uma ideia de empoderamento que se alinha com a direita. Essa nova narrativa pode mudar a forma como as mulheres veem a direita radical no futuro.
Partidos da direita radical, historicamente dominados por homens, têm visto um aumento na presença feminina em suas lideranças. Figuras como Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, e Marine Le Pen, líder da ultradireita francesa, emergiram como símbolos dessa mudança. No Brasil, Michelle Bolsonaro e Damares Alves também se destacam, buscando atrair eleitorado feminino e legitimar pautas conservadoras.
A presença de mulheres na direita radical não é apenas uma questão de visibilidade. Pesquisadores apontam que essas líderes desempenham funções estratégicas. Primeiramente, elas suavizam a imagem do grupo, utilizando referências ao papel de mãe e esposa. Meloni, por exemplo, se apresenta como “mulher, mãe, italiana e cristã”, enquanto Michelle se descreve como “esposa, mãe e serva do Senhor”. Essa abordagem ajuda a normalizar pautas extremas.
Além disso, a presença feminina tem sido crucial para aproximar partidos do eleitorado feminino. Na França, o partido de Le Pen viu um aumento de 10 pontos percentuais entre mulheres, passando de 20% para 30% de apoio. No Brasil, Michelle foi considerada essencial para reduzir a rejeição ao marido nas eleições de 2022.
Estratégias de Rebranding
A ascensão de mulheres na direita radical também busca legitimar discursos sobre gênero. Elas questionam o comprometimento da esquerda com a pauta feminista. Após um caso de agressão envolvendo um filho do presidente Lula, Michelle criticou o petista, afirmando que ele usa as mulheres para se promover. Damares fez uma crítica semelhante, apontando o silêncio de feministas sobre o caso.
Na Europa, líderes como Meloni e Le Pen utilizam a identidade feminina para promover pautas anti-imigração, associando homens estrangeiros a crimes de assédio. Essa estratégia, chamada de femonacionalismo, explora ideias feministas em campanhas islamofóbicas. No Brasil, a direita radical se enraíza em um ecossistema religioso, defendendo valores familiares tradicionais.
O Papel da Mulher na Direita Radical
A presença de mulheres em partidos de direita radical também reflete uma disputa pelo feminismo. Elas se posicionam como guardiãs dos valores femininos, promovendo o empoderamento baseado em princípios conservadores. A cientista política Lilian Sendretti observa que partidos à direita têm defendido políticas punitivistas contra a violência de gênero, como no caso do PL, que propõe armamento para mulheres.
A narrativa da mulher empoderada, que é financeiramente independente e, ao mesmo tempo, cuidadora do lar, está se consolidando. Essa figura representa uma base feminina conservadora, alinhada com os valores da direita radical. A ascensão dessas líderes femininas pode alterar a dinâmica do eleitorado e a percepção sobre a direita radical nos próximos anos.
Entre na conversa da comunidade