A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou novas regras para as praias, que começam a valer em 31 de outubro. O decreto proíbe a exibição de nomes e bandeiras em quiosques e traz outras 15 restrições, como a venda de bebidas em garrafas de vidro e apresentações musicais. Aldenice Conceição, dona da Barraca da Denise, expressou preocupação com a perda da identidade de seu negócio, que tem 51 anos. Frequentadores, como Sandra Ferro, criticaram a falta de foco nas questões de segurança nas praias. O prefeito Eduardo Paes se reuniu com trabalhadores da área para defender as novas regras. A situação gerou uma audiência pública na Câmara de Vereadores para discutir um projeto de lei que busca tornar essas regras permanentes.
A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um novo decreto que estabelece restrições significativas nas praias, visando padronização e segurança. As regras, que entram em vigor no dia 31 de outubro, proíbem a exibição de nomes e bandeiras em quiosques, além de outras 15 condutas.
Aos 78 anos, Aldenice Conceição, proprietária da Barraca da Denise em Ipanema, expressou sua preocupação com a nova legislação. Com 51 anos de história, ela teme que sua barraca, reconhecida mundialmente, perca sua identidade. “Concordo que não tenha propaganda. Mas tirar o nome, a bandeira? Isso é demais,” afirmou Aldenice, ressaltando a falta de acessibilidade e infraestrutura nas praias.
Entre as proibições, estão a venda de bebidas em garrafas de vidro, apresentações musicais e o uso de som nas areias. O decreto também veta o funcionamento de escolinhas de esporte sem autorização e o comércio ambulante irregular. A reação de frequentadores e trabalhadores das praias é intensa, com muitos questionando a eficácia das medidas.
Sandra Ferro, 67 anos, que visita a Barraca da Denise regularmente, criticou a abordagem do governo. “A insegurança no caminho até a praia é o que devia ser prioridade,” disse. Para ela, a identidade das barracas é parte da cultura carioca e não deve ser apagada.
Em resposta às críticas, o prefeito Eduardo Paes se reuniu com barraqueiros e quiosqueiros, defendendo o decreto. “Prefiro perder uma eleição do que ser um prefeito incompetente,” declarou Paes, enfatizando a necessidade de ajustes nas regras.
Audiência Pública
A repercussão do decreto levou a Câmara de Vereadores do Rio a convocar uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei 488/2025. O projeto, de autoria do vereador Flávio Valle, busca transformar os princípios do decreto em lei, garantindo sua permanência. Valle destacou a importância de ouvir os diversos segmentos da praia para aprimorar o texto da proposta.
Entre na conversa da comunidade