Maurício Camisotti, investigado por fraudes no INSS, teve sua empresa Benfix mudada de endereço antes da operação da Polícia Federal, o que dificultou a apreensão de documentos. Durante as buscas, a PF não encontrou nada na Benfix e apenas R$ 3.700 nas contas da empresa, enquanto bloqueou R$ 3 milhões. A mudança de endereço ocorreu em dezembro, logo após a Justiça Federal autorizar a operação em sigilo. Camisotti é acusado de usar suas empresas para desviar dinheiro de aposentados, com repasses de R$ 43 milhões de entidades suspeitas. O advogado de Camisotti afirma que ele sempre colaborou com as investigações e que a ausência do empresário no dia das buscas não afetou a operação. A PF já havia confirmado o endereço da Benfix antes da mudança, mas ao chegar ao local, encontrou outra empresa no lugar.
A empresa Benfix, ligada ao empresário Maurício Camisotti, um dos principais investigados em um esquema de fraudes do INSS, mudou de endereço pouco antes da operação da Polícia Federal (PF). Essa mudança impediu a apreensão de documentos durante a ação, que ocorreu em abril. A PF não encontrou nada no local e apenas R$ 3.700 nas contas da empresa, enquanto bloqueou R$ 3 milhões.
Documentos obtidos pela investigação revelam que a mudança de endereço da Benfix coincidiu com uma decisão da Justiça Federal em São Paulo. Em 17 de dezembro do ano passado, a Justiça autorizou uma operação sigilosa contra Camisotti e suas empresas. As investigações apontam que as empresas do empresário teriam sido utilizadas para desviar dinheiro de aposentados, com repasses de R$ 43 milhões de entidades suspeitas.
A PF identificou que as entidades que realizaram os repasses eram controladas por “laranjas” ligados a Camisotti, incluindo parentes. A defesa do empresário nega as acusações e afirma que ele sempre esteve à disposição da Justiça. O advogado Pierpaolo Bottini destacou que as empresas já eram alvo de investigações anteriores e que documentos necessários foram apreendidos em operações anteriores à mudança de endereço.
A PF havia confirmado o endereço da Benfix em uma visita sigilosa em dezembro. No dia da operação, Camisotti não foi encontrado em sua residência, pois havia avisado que viajaria. A mudança da empresa foi registrada no relatório da busca, onde a PF foi informada de que a sala da Benfix agora abrigava uma empresa de telemarketing.
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