O padre Bernardino Batista dos Santos, acusado de abusos sexuais, foi indiciado em 2021 e aguarda julgamento em casa. Em 2023, surgiram novas denúncias que indicam que ele pode ter feito pelo menos 50 vítimas entre 1975 e 2016. As investigações revelaram que ele abusou de crianças em locais como sua propriedade em Tiros, Minas Gerais. Muitas vítimas, agora adultas, relataram os abusos, que ocorreram em situações em que Bernardino se aproveitava de sua posição como líder religioso. A Arquidiocese de Belo Horizonte afirmou que ele foi afastado das atividades, mas seu nome ainda aparecia em registros de 2024. As vítimas e seus familiares têm buscado justiça e apoio, e um projeto de lei foi criado para proteger vítimas de violência em instituições religiosas. O caso gerou audiências públicas e discussões sobre a responsabilidade da Igreja em casos de abuso. Bernardino, que usava tornozeleira eletrônica, nega as acusações e aguarda julgamento, que deve ocorrer até o final de 2025.
O padre Bernardino Batista dos Santos, indiciado em 2021 por abusos sexuais, aguarda julgamento em casa. Novas denúncias em 2023 revelaram que ele teria feito pelo menos 50 vítimas entre 1975 e 2016. A Arquidiocese de Belo Horizonte afirmou que ele foi afastado das atividades, mas seu nome ainda constava em um catálogo de padres em 2024.
As investigações começaram após um comentário anônimo em um blog em 2020, que expôs um histórico de abusos. Várias vítimas, que romperam o silêncio, relataram os crimes à Agência Pública. Os relatos incluem casos de crianças abusadas em sua infância, com detalhes sobre os locais e métodos utilizados pelo padre. Em um caso, uma criança de quatro anos foi levada ao sítio do padre e, ao retornar, apresentou sinais de abuso.
O sítio “Luz e Vida”, onde Bernardino morava, foi descrito como um local propício para os crimes. As vítimas relataram que o padre se aproveitava de sua posição de autoridade religiosa para se aproximar das crianças. A maioria dos casos prescreveu, mas as investigações continuam em segredo de justiça.
A defesa das vítimas destaca que Bernardino, mesmo sob monitoramento eletrônico, leva uma vida normal, enquanto as vítimas enfrentam traumas profundos. A situação gerou discussões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, resultando em um projeto de lei para proteger vítimas de violência em instituições religiosas.
A Arquidiocese de Belo Horizonte afirmou que está colaborando com as autoridades e acolhendo as vítimas, mas não forneceu detalhes sobre os depoimentos feitos à comissão interna. O caso do padre Bernardino continua a ser um tema de grande preocupação, refletindo a necessidade de maior proteção e justiça para as vítimas de abusos em instituições religiosas.
Entre na conversa da comunidade