O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, é acusado de apoiar um golpe de Estado no Brasil e é o único entre os antigos chefes das Forças Armadas a ser denunciado pelo Ministério Público. Durante o depoimento de Carlos de Almeida Baptista Junior ao STF, surgiram contradições sobre a participação de Garnier em reuniões e sua postura em relação às eleições. A defesa de Garnier argumenta que não há provas concretas de golpismo, citando a falta de um ato claro e divergências nas declarações das testemunhas. Baptista afirmou que Garnier estava incomodado com o processo e que teria endossado a possibilidade de sublevação. A defesa também mencionou uma reunião em que foi afirmado que não houve fraude nas eleições, e Baptista confirmou que Garnier participou e concordou com isso. Além disso, Baptista explicou que os comandantes militares, incluindo Garnier, buscavam acalmar a situação política, o que a defesa usou para reforçar a ideia de que Garnier tinha uma postura pacificadora.
O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, enfrenta acusações de ter anuído a um golpe de Estado no Brasil. Ele é o único entre os antigos chefes das Forças Armadas a ser denunciado pelo Ministério Público. O caso está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o depoimento de Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, surgiram contradições sobre a participação de Garnier em reuniões e sua postura em relação às eleições. Baptista afirmou que Garnier demonstrou incômodo com o processo e teria endossado a possibilidade de sublevação. A defesa do almirante argumenta que não há provas concretas de golpismo.
A defesa destacou que, em depoimento, o ex-comandante do Exército, Marco Antonio Freire Gomes, afirmou que Garnier disse estar “à disposição”, e não que teria colocado “tropas à disposição”, como alegou Baptista. Este, por sua vez, reafirmou que a Marinha possui 14 mil fuzileiros e que a discussão ia além de questões jurídicas.
Outro ponto abordado foi uma reunião em novembro de 2022, onde Baptista confirmou que Garnier participou e afirmou que não houve fraude nas eleições, desmentindo alegações de bolsonaristas. A defesa também mencionou que o ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, se reuniu com os comandantes militares para acalmar a situação política. Baptista confirmou que Garnier tinha a intenção de contribuir para um ambiente pacificador.
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