Em 2025, quinze bancadas estaduais, incluindo sete dos estados mais violentos do Brasil, não destinaram recursos para segurança pública. Apesar do aumento da verba para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, muitos parlamentares ainda priorizam saúde e educação. A bancada de São Paulo foi a que mais alocou, com R$ 254,4 milhões, enquanto estados como Alagoas e Pernambuco justificaram a falta de recursos para segurança com a necessidade de atender outras áreas, como saúde. A Comissão de Segurança Pública do Congresso também mostrou que quase metade de seus membros não enviou emendas para a segurança. O ministério recebeu R$ 1,06 bilhão em emendas, mas a maior parte dos recursos ainda vai para a saúde, que concentra R$ 26,3 bilhões do total de R$ 50,3 bilhões disponíveis para emendas parlamentares. Especialistas criticam a forma como os investimentos em segurança são feitos, apontando que a maioria se concentra em armamento e viaturas, sem abordar questões mais complexas da criminalidade.
Em 2025, quinze bancadas estaduais, incluindo sete dos estados mais violentos do Brasil, não alocaram recursos para segurança pública. Apesar do aumento da verba destinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, muitos parlamentares priorizam saúde e educação.
Entre os estados que não destinaram emendas para segurança estão Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, entre os noventa e sete integrantes das Comissões de Segurança Pública da Câmara e do Senado, quase metade (48,5%) não enviou recursos.
O Congresso indicou R$ 1,06 bilhão em emendas ao ministério, colocando a pasta na nona posição entre os órgãos que mais receberam verbas. Em 2023, foram empenhados cerca de R$ 500 milhões, aumentando para R$ 834 milhões em 2024. As bancadas estaduais foram responsáveis por R$ 793,8 milhões, representando 74,7% do total destinado à segurança.
A bancada de São Paulo liderou as alocações, com R$ 254,4 milhões, seguida por Minas Gerais (R$ 105,8 milhões) e Paraná (R$ 93,2 milhões). O Orçamento de 2025 prevê R$ 50,3 bilhões para emendas parlamentares, com a saúde recebendo a maior parte, R$ 26,3 bilhões.
Os coordenadores das bancadas que não alocaram recursos justificaram suas decisões. O deputado Paulão (PT-AL) afirmou que as emendas priorizam saúde e educação. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) mencionou que os recursos foram direcionados à saúde para liberar verbas estaduais para segurança.
O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) destacou que seguem as prioridades do governo estadual. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a segurança não foi foco em 2025, pois já houve destinação anterior. O deputado Robinson Faria (PL-RN) apontou que o estado enfrenta prioridades na saúde.
O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, ressaltou que as emendas são essenciais para financiar políticas públicas. A maior parte dos recursos é destinada ao fortalecimento das forças de segurança, principalmente na aquisição de viaturas e armamentos.
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