Nas eleições de 18 de maio de 2024, o partido de extrema direita Chega teve um grande crescimento, recebendo 22,5% dos votos, enquanto os partidos tradicionais, como os socialistas e comunistas, perderam apoio. Miguel Água-Doce, um ex-votante comunista, celebrou a vitória do Chega, afirmando que as pessoas estão cansadas de décadas de governo dos mesmos partidos. Em Beja, Chega obteve 27% dos votos, superando os socialistas e comunistas. Os entrevistados mencionaram preocupações com a imigração, falta de empregos e moradia, além de um sentimento de abandono por parte do governo. Rui Cristina, um novo deputado pelo Chega, criticou a falta de promessas cumpridas pelos partidos tradicionais. A insatisfação com a política e a busca por mudanças levaram muitos a apoiar o Chega, que se apresenta como uma alternativa à esquerda. A situação reflete um descontentamento geral com a política em Portugal, onde muitos se sentem deixados de lado.
Portugal viveu uma transformação política significativa nas eleições de 18 de maio de 2024. O partido de extrema direita Chega alcançou 22,5% dos votos, marcando uma ascensão histórica. O resultado representa um forte declínio para os partidos tradicionais, como o Partido Socialista e o Partido Comunista, que perderam apoio considerável.
Em Beja, uma cidade do Alentejo, o Chega obteve 27% dos votos, superando a coalizão conservadora Aliança Democrática, que ficou com 24%. Os socialistas e comunistas ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. Miguel Água-Doce, um eleitor que mudou seu voto para o Chega, afirmou que as pessoas estão cansadas de “50 anos de Partido Socialista e Partido Social Democrata”.
O descontentamento popular se reflete em várias questões locais, como a falta de moradia e emprego, além do aumento da imigração. A chegada de imigrantes, especialmente após 2017, gerou tensões na comunidade. Ana Ademar, que coordena um projeto cultural em Beja, destacou que “o preconceito contra os ciganos é antigo”, mas o ressentimento em relação aos imigrantes é mais recente.
A retórica anti-imigração do Chega ressoou entre os eleitores, que buscam soluções para problemas econômicos e sociais. Rui Cristina, deputado eleito pelo Chega, criticou a falta de atenção do governo central às necessidades do Alentejo, afirmando que “as regiões do sul são as grandes esquecidas”.
A ascensão do Chega também reflete uma mudança no comportamento eleitoral. O Partido Comunista, antes um bastião da classe trabalhadora, perdeu credibilidade. Pedro do Carmo, o único deputado socialista por Beja, reconheceu que “o partido da protesto passou a ser a extrema direita”. O fenômeno é parte de uma tendência global de crescimento do populismo, que tem encontrado eco em diversas partes do mundo.
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