Han Tae-soon está processando o governo sul-coreano porque não impediu a adoção de sua filha, Kyung-ha, que foi sequestrada em 1975 e adotada nos Estados Unidos. Han passou mais de 40 anos procurando por ela e, quando finalmente se reencontraram, Kyung-ha já era uma mulher americana chamada Laurie Bender. O caso de Han é um dos muitos que surgiram após uma investigação que revelou que o governo sul-coreano permitiu adoções ilegais e sequestros de crianças. Desde a década de 1950, entre 170 mil e 200 mil crianças foram adotadas internacionalmente, muitas vezes sem o consentimento adequado dos pais biológicos. Han, agora com 71 anos, quer que o governo assuma a responsabilidade por essas práticas. Após anos de busca, ela encontrou Kyung-ha em 2019 através de um grupo que conecta adotados com seus pais biológicos. O reencontro foi emocionante, mas a comunicação entre elas é difícil, pois Kyung-ha esqueceu a maior parte do coreano e Han está aprendendo inglês. O governo sul-coreano reconheceu a dor das famílias afetadas e está tomando medidas para melhorar o sistema de adoção, mas muitos ainda lutam com as consequências do passado.
Han Tae-soon processa o governo sul-coreano por não impedir a adoção de sua filha sequestrada, Kyung-ha, que foi levada para os Estados Unidos. O caso, que será julgado em breve, pode abrir precedentes para novas ações legais sobre adoções ilegais na Coreia do Sul.
A história de Han remonta a maio de mil novecentos e setenta e cinco, quando sua filha desapareceu em Seul. Após décadas de busca, Han reencontrou Kyung-ha, agora chamada Laurie Bender, em dois mil e dezenove. Ela foi sequestrada por uma mulher que alegou conhecer sua mãe e levada para um orfanato, onde foi adotada por uma família americana.
Desde a década de mil novecentos e cinquenta, a Coreia do Sul tem um histórico de adoções internacionais, com alegações de sequestro e tráfico de crianças. Uma investigação recente revelou que sucessivos governos permitiram a “exportação em massa” de crianças, resultando em violações de direitos humanos. Estima-se que entre 170 mil e 200 mil crianças foram adotadas no exterior, a maioria para o Ocidente.
O caso de Han é o primeiro em que um parente biológico busca indenização do governo. Um porta-voz do governo expressou solidariedade à dor das famílias afetadas e afirmou que está preparado para tomar medidas com base no resultado do julgamento. Han, aos setenta e um anos, busca responsabilizar o governo, afirmando que passou anos em busca da filha sem receber um pedido de desculpas.
O programa de adoção internacional foi inicialmente promovido como um esforço humanitário após a guerra da Coreia, mas críticos argumentam que se tornou um “comércio de crianças”. Agências de adoção privadas, com pouca supervisão, facilitaram a adoção de crianças, muitas vezes sem o consentimento adequado dos pais biológicos.
Han e Kyung-ha tentam manter contato, apesar das barreiras linguísticas. Han estuda inglês para se comunicar melhor com a filha, refletindo sobre o impacto emocional da separação. O governo sul-coreano, por sua vez, revisou suas leis de adoção, buscando garantir que práticas ilegais não se repitam no futuro.
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