O Ministério Público Federal denunciou três pessoas por envolvimento na compra de um avião para o ex-presidente Fernando Collor, usando dinheiro de corrupção. Essa denúncia é parte da Operação Lava Jato, que já havia levado Collor à prisão. Os denunciados são Luis Pereira Eduardo de Amorim, que era próximo a Collor e é acusado de lavagem de dinheiro, o advogado Luiz Alberto Spengler, também por lavagem de dinheiro, e o empresário Ricardo Bueno Salcedo, por corrupção ativa. Collor não foi denunciado neste caso, pois já foi beneficiado por uma lei que reduz a pena para pessoas com mais de 70 anos. A investigação revelou que o avião, avaliado em R$ 3 milhões, foi comprado com recursos ilícitos. Salcedo teria pago R$ 1,1 milhão a Collor para que ele ajudasse a liberar uma licença ambiental para um projeto de terminal portuário. O advogado Spengler transferiu parte do dinheiro para quitar parcelas do avião, mas não apresentou provas para justificar a origem dos recursos. A apuração ainda mostrou que um motorista fez saques que totalizaram mais de R$ 5 milhões, e outros envolvidos também foram beneficiados pela mesma lei que reduziu a prescrição penal.
O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal denunciou três pessoas por envolvimento na compra de uma aeronave para o ex-presidente Fernando Collor, utilizando recursos provenientes de corrupção. A denúncia, apresentada em dezembro de 2024, é um desdobramento da Operação Lava Jato, que já havia resultado na prisão de Collor.
Os denunciados são Luis Pereira Eduardo de Amorim, considerado “agente de confiança de Collor”, e o advogado Luiz Alberto Spengler, ambos acusados de lavagem de dinheiro. O empresário Ricardo Bueno Salcedo é acusado de corrupção ativa. Collor não foi incluído na denúncia, pois sua punibilidade foi extinta devido à idade, conforme o Código Penal.
Esquema de Lavagem de Dinheiro
A investigação revelou um esquema complexo de lavagem de dinheiro, envolvendo transferências entre pessoas físicas e jurídicas. O MPF identificou que a aeronave, adquirida por R$ 3 milhões, foi comprada com recursos ilícitos. Salcedo teria pago R$ 1,1 milhão a Collor em 2015, em troca de influência política para a concessão de licença no Ibama para um terminal portuário.
Entre junho de 2014 e dezembro de 2015, Salcedo teria pago R$ 5 milhões a Collor com o mesmo objetivo. O advogado Spengler, segundo o MPF, participou do esquema para ocultar a origem dos recursos. Ele alegou que recebeu R$ 1,1 milhão por consultoria, mas não apresentou documentos que comprovassem sua versão.
Detalhes da Investigação
A Polícia Federal (PF) descobriu que um motorista, não denunciado, fez saques que totalizaram R$ 5,2 milhões, provenientes de cheques de um empresário. O MPF afirma que o grupo criminoso atuava de forma coordenada para desviar recursos e ocultar patrimônio. A apuração continua, e os denunciados não responderam aos contatos da imprensa.
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