Testemunhas disseram ao STF que Jair Bolsonaro se afastou do ex-ministro Augusto Heleno na segunda metade de seu mandato. O ex-chefe de gabinete de Heleno, Ricardo Ibsen, notou que as reuniões entre eles diminuíram, embora não tenha sido em um momento específico. Amilton Coutinho, ex-assessor de comunicação do GSI, apontou que o afastamento foi por questões partidárias, já que Bolsonaro se filiou ao PL e Heleno tinha dificuldades com o Congresso, o que fez com que ele perdesse influência. Além disso, o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu Bolsonaro por suas falas sobre fraudes nas urnas em uma reunião ministerial em julho de 2022, considerando suas declarações uma forma de liderança política. As investigações sobre as ações de Bolsonaro e Heleno em relação à posse de Lula continuam no STF.
Testemunhas ligadas ao ex-ministro Augusto Heleno afirmaram ao STF que Jair Bolsonaro se afastou do general na segunda metade de seu mandato. As declarações foram feitas durante as audiências sobre a suposta trama golpista relacionada à posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
O capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Ibsen Pennaforte de Campos, ex-chefe de gabinete de Heleno, observou que houve uma diminuição nas reuniões entre Bolsonaro e Heleno, especialmente na segunda metade do mandato. Ele destacou que essa mudança ocorreu sem um momento exato, mas foi notável.
Amilton Coutinho Ramos, ex-assessor de comunicação do GSI, atribuiu o afastamento a questões partidárias. Segundo ele, a filiação de Bolsonaro ao PL e a resistência de Heleno em relação à maioria no Congresso resultaram em um espaço reduzido para o general no gabinete presidencial. Heleno, embora tenha continuado a apoiar o presidente, perdeu influência nas discussões.
Defesas e Declarações
Além disso, o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu as falas de Bolsonaro em uma reunião ministerial de julho de 2022. Queiroga afirmou que o presidente conclamou os ministros a se empenharem no governo, ressaltando a importância de não permitir o retorno do grupo que voltou ao poder.
Na mesma reunião, Bolsonaro fez declarações sobre fraudes nas urnas eletrônicas e mencionou a possibilidade de mobilizar o exército. Queiroga considerou essas falas como uma liderança política assertiva, alinhada ao estilo habitual de Bolsonaro.
As audiências no STF continuam, com o foco na investigação das ações de Bolsonaro e Heleno em relação à transição de poder e à suposta tentativa de impedir a posse de Lula.
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