Emerson Rogério Telascrea, de 33 anos, foi morto pela polícia em Santos durante a Operação Verão, que já resultou em 56 mortes e é considerada a mais violenta desde o Massacre do Carandiru. Câmeras dos policiais mostram o momento em que ele foi baleado, mas não registram Emerson armado. Antes dos disparos, um policial pediu desculpas e, em seguida, disparou. A polícia alegou que Emerson estava com uma pistola, mas as gravações não mostram isso, e a arma encontrada não aparece nas filmagens. O Ministério Público arquivou o caso, afirmando que não havia provas suficientes contra a versão dos policiais. A defesa da família pediu o desarquivamento da investigação, argumentando que a análise das imagens e depoimentos não foi adequada. Os vídeos mostram que os policiais não seguiram o protocolo após os disparos, e um laudo médico indicou que Emerson estava em uma posição que dificultava que estivesse armado. A irmã de Emerson destacou que ele era destro, levantando dúvidas sobre a versão dos policiais. O caso continua gerando polêmica sobre a atuação da PM durante a operação.
Uma câmera corporal de um policial militar registrou o momento em que Emerson Rogério Telascrea, 33, foi baleado em Santos, durante a Operação Verão, em 14 de fevereiro de 2024. Ele foi o 29º morto pela PM na Baixada Santista, em uma ação que já é considerada a mais violenta desde o Massacre do Carandiru. As imagens mostram que, antes dos disparos, um policial disse “Desculpa, senhor”, seguido por dois tiros de fuzil.
Os policiais alegaram que Emerson estava armado e apontou uma pistola em direção a eles. No entanto, nenhuma das 36 gravações das câmeras corporais mostra Emerson com uma arma. Além disso, a pistola calibre .765, supostamente encontrada com ele, não foi registrada nas filmagens. O caso foi arquivado pelo Ministério Público, que não encontrou evidências que contradissessem a versão dos policiais.
A operação começou quando a Rota, tropa de elite da PM, foi recebida a tiros ao se aproximar de uma favela no bairro Saboó. As gravações iniciam às 8h, mas os policiais já estavam no local há horas. Durante a ação, um sargento disparou o primeiro tiro após observar movimentos suspeitos. Emerson foi baleado em sequência, e os policiais alegaram que ele ainda tentava se levantar após o primeiro disparo.
Arquivamento e Repercussão
O Ministério Público justificou o arquivamento do caso, afirmando que o uso de fuzis foi uma resposta necessária à suposta agressão. A defesa da família de Emerson solicitou o desarquivamento da investigação, alegando que a análise das imagens e depoimentos não foi suficiente.
Os vídeos mostram que, após os disparos, os policiais não seguiram o protocolo de ordem para que Emerson largasse a arma. O laudo do Instituto Médico Legal indicou que o tiro que dilacerou o braço de Emerson foi disparado enquanto ele estava em uma posição que dificultava a possibilidade de ele estar armado. A irmã de Emerson, que conversou com a imprensa, destacou que ele era destro, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada pelos policiais.
O caso continua a gerar controvérsia e questionamentos sobre a atuação da PM durante a Operação Verão, que resultou em um total de 56 mortes. A defesa dos policiais afirmou que se reserva o direito de se manifestar nos autos, enquanto o Ministério Público reiterou que a decisão de arquivamento foi ratificada pelo Judiciário.
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