O Ministério do Trabalho firmou um convênio de R$ 15,8 milhões com a ONG Unisol para a retirada de lixo na terra yanomami, em Roraima. As atividades devem começar no segundo semestre de 2024. O convênio foi assinado pela Secretaria de Economia Popular e Solidária, liderada por Gilberto Carvalho, próximo ao presidente Lula. A Unisol, que é ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, terá que subcontratar serviços de limpeza e assessoria. Este é o segundo maior repasse do governo para políticas indígenas em 2024, atrás de um pagamento de R$ 64,2 milhões a uma empresa de serviços aéreos. O governo destinou R$ 254 milhões para essas políticas no ano passado. O edital para a contratação da Unisol foi lançado em novembro e visava capacitar catadores de materiais recicláveis. Dez ONGs participaram do processo, mas apenas a Unisol e a CEA foram escolhidas. A Unisol não definiu uma quantidade mínima de lixo a ser removida, mas planeja fortalecer organizações de catadores e promover educação ambiental nas comunidades yanomami.
BRASÍLIA – O Ministério do Trabalho firmou um convênio de R$ 15,8 milhões com a ONG Unisol, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para a retirada de lixo na terra indígena yanomami, em Roraima. As atividades estão previstas para começar no segundo semestre de 2024.
O convênio foi assinado pela Secretaria de Economia Popular e Solidária, liderada por Gilberto Carvalho, ex-ministro e conselheiro próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Unisol, que opera em um espaço de 40 m² no subsolo do sindicato, é dirigida por Arildo Mota Lopes e Carlos José Caramelo Duarte, ambos filiados ao PT. A direção da ONG não respondeu aos pedidos de comentário.
Este contrato é o segundo maior entre os repasses do governo para a gestão de políticas para povos indígenas em 2024, ficando atrás apenas de um pagamento de R$ 64,2 milhões a uma empresa de serviços aéreos. O governo alocou R$ 254 milhões para a gestão dessas políticas no ano passado.
Os recursos foram depositados integralmente em 31 de dezembro, três dias após a assinatura do acordo. A Unisol deverá subcontratar serviços de limpeza, contabilidade e assessoria jurídica. Os repasses de 2024 são os maiores dos últimos dez anos. O edital que resultou na contratação da Unisol foi lançado em novembro e visava capacitar catadores de materiais recicláveis e promover ações de educação ambiental.
Dez ONGs participaram do processo seletivo, mas apenas duas foram escolhidas. A outra entidade, CEA, receberá R$ 4,2 milhões. A seleção foi feita por uma comissão do ministério, que avaliou os projetos apresentados. O termo de fomento estabelece a liberação do recurso em parcela única, respeitando as metas da parceria.
As atividades em campo devem iniciar no segundo semestre, após meses de planejamento. O governo estima que 70 toneladas de plástico estejam acumuladas na área. O plano da Unisol não define uma quantidade mínima de lixo a ser removida, mas inclui ações para fortalecer organizações de catadores e promover educação ambiental nas comunidades yanomami.
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