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Senado debate projeto que permite venda de medicamentos sem receita em supermercados

Senado discute projeto que pode liberar venda de medicamentos sem receita em supermercados, gerando polêmica entre setores de saúde e comércio.

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O Senado brasileiro vai discutir um projeto de lei que permite a venda de medicamentos sem receita em supermercados. O projeto, apresentado pelo senador Efraim Filho, inclui remédios como analgésicos e antiácidos. A proposta enfrenta oposição de entidades de saúde e farmácias. A Associação Brasileira de Supermercados argumenta que a medida pode reduzir os preços dos medicamentos e que 64% dos brasileiros apoiam a ideia, segundo uma pesquisa. Por outro lado, a Associação Brasileira das Redes de Farmácias alerta para os riscos, já que farmacêuticos ajudam os clientes na escolha dos remédios. O Ministério da Saúde e a Anvisa também são contra a proposta, citando preocupações com a venda de medicamentos fora das farmácias. Essa prática já foi permitida no Brasil entre 1994 e 1995, mas foi revogada.

O Senado brasileiro discutirá, nesta terça-feira, 27, um projeto de lei que visa permitir a venda de medicamentos sem receita em supermercados. A proposta, apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB), inclui analgésicos e antiácidos, como remédios para dor de cabeça e azia.

A audiência pública ocorrerá na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde foram convidados representantes de entidades como o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A Abras defende que a medida poderia reduzir os preços dos medicamentos, citando uma pesquisa do Datafolha que indica que 64% dos brasileiros apoiam a proposta.

Entretanto, a proposta enfrenta resistência. A Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma) alerta para os riscos da flexibilização, afirmando que farmacêuticos oferecem orientações técnicas em 68% das vendas de medicamentos sem prescrição. O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também se opõem ao projeto, destacando preocupações com as condições sanitárias dos produtos vendidos fora das farmácias.

Vale lembrar que a venda de medicamentos sem receita foi permitida no Brasil entre 1994 e 1995, mas a medida foi revogada. O futuro da proposta dependerá da aprovação no Senado e, posteriormente, na Câmara dos Deputados.

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