Cristian Schneider, um servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), declarou ao Supremo Tribunal Federal que Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, tinha uma sala no Palácio do Planalto e se comunicava diretamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Schneider, que prestou depoimento como testemunha de defesa do general Augusto Heleno, afirmou que essa proximidade entre a Abin e o presidente é incomum e nunca havia ocorrido antes. Ele destacou que, durante o governo Bolsonaro, a Abin estava subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, mas Ramagem era uma escolha direta do presidente, o que permitia que ele e seu sucessor, Vitor Felismino Carneiro, tivessem contato direto com Bolsonaro, sem passar pelo ministro. Schneider também mencionou que a Abin não estava focada em investigar as urnas eletrônicas, mas sim em identificar possíveis obstáculos que poderiam afetar o processo eleitoral.
O servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Cristian Schneider, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, tinha uma sala no Palácio do Planalto e mantinha despachos diretos com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Schneider prestou depoimento por videoconferência como testemunha de defesa do general de Exército Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Bolsonaro.
A proximidade entre a Abin e o presidente é considerada incomum. Schneider destacou que, segundo sua experiência, essa foi a primeira vez que a Abin teve uma sala no Palácio do Planalto, prática que não ocorreu em administrações anteriores. Durante o governo Bolsonaro, a Abin estava subordinada ao GSI, mas a alegação é que Ramagem era uma indicação direta do ex-presidente, o que indicaria um controle excessivo da agência.
O servidor também mencionou que Ramagem e seu sucessor, Vitor Felismino Carneiro, não foram escolhidos pelo general Heleno, mas sim pelo presidente, o que permitiu que ambos mantivessem contato direto com Bolsonaro, sem a necessidade de passar pelo ministro. As suspeitas são de que a Abin foi utilizada para espionagem de opositores do governo, contribuindo para um plano golpista.
Schneider, que atua na Abin há cerca de trinta anos, afirmou que a agência não estava focada em questões relacionadas às urnas eletrônicas, mas sim em identificar obstáculos que poderiam interferir no processo eleitoral, como obstruções de estradas e protestos. Ele ressaltou que Ramagem despachava com o general Heleno ao menos uma vez por semana, evidenciando a relação próxima entre a Abin e o governo.
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