Os carros elétricos já foram populares nos EUA no início do século XX, mas perderam espaço para os veículos a gasolina com o crescimento da indústria do petróleo. Hoje, há uma nova resistência política contra os elétricos, com propostas para eliminar subsídios e impor taxas, enquanto as vendas de elétricos nos EUA crescem mais lentamente do que na China e na Europa. Historicamente, os elétricos enfrentaram dificuldades devido à falta de infraestrutura de recarga e ao custo mais alto em comparação com os carros a gasolina. Atualmente, líderes republicanos querem acabar com incentivos fiscais para os elétricos e cobrar uma taxa anual dos proprietários. Apesar disso, os carros elétricos têm vantagens, como menor manutenção e a possibilidade de recarga em casa. No passado, a falta de eletricidade em áreas rurais dificultou o uso desses veículos, e hoje a situação se repete com a resistência política e a falta de infraestrutura.
Carros elétricos enfrentam resistência política nos EUA
Os carros elétricos, que já foram populares nos Estados Unidos no início do século XX, estão novamente sob pressão política. Propostas para eliminar subsídios e aumentar impostos sobre esses veículos surgem em meio ao crescimento lento das vendas em comparação com a China e a Europa.
Historicamente, os veículos elétricos, como o Baker Electric Coupe, dominaram as ruas americanas, com um terço dos táxis de Nova York sendo elétricos. No entanto, a ascensão dos carros a gasolina, impulsionada pela indústria do petróleo e subsídios fiscais na década de 1920, levou à queda dos elétricos. Hoje, essa história parece se repetir, com a administração Trump e parlamentares republicanos buscando limitar o avanço dos elétricos.
Resistência e desafios atuais
Estudiosos apontam semelhanças entre a resistência enfrentada pelos elétricos no início do século XX e os desafios atuais. A necessidade de recarga, considerada menos conveniente que o reabastecimento de veículos a combustão, é um dos principais argumentos contra os elétricos. O ex-presidente Donald Trump criticou os carros elétricos em comícios, afirmando que eles não são práticos para viagens longas.
Enquanto isso, as vendas de elétricos cresceram apenas 11% nos EUA nos primeiros meses de 2025, em contraste com 35% na China e 25% na Europa. Líderes republicanos propõem eliminar o crédito fiscal federal de US$ 7,5 mil e criar uma taxa anual de US$ 250 para proprietários de carros elétricos, alegando que isso equilibraria o mercado.
O legado dos elétricos
Jay Leno, comediante e colecionador de carros, mantém viva a memória dos elétricos com seu Baker Electric de 1909. Ele destaca as vantagens dos veículos elétricos, como a baixa manutenção e a possibilidade de recarga em casa. Apesar dos desafios, Leno acredita que os elétricos têm um futuro promissor, especialmente se a tecnologia de recarga avançar.
O debate sobre o futuro dos carros elétricos nos EUA continua, refletindo uma luta entre inovação e interesses estabelecidos. A história dos veículos elétricos, marcada por avanços e retrocessos, pode estar prestes a se repetir em um cenário onde a sustentabilidade e a conveniência se tornam cada vez mais relevantes.
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