Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, criticou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras e pediu que o governo foque na tributação de apostas e grandes empresas de tecnologia, em vez de sobrecarregar o setor produtivo. Ele destacou que o aumento de impostos afeta o consumidor e agradeceu ao presidente da Câmara por se opor a essas medidas. Alban também se manifestou contra uma nova Medida Provisória do setor elétrico, que ele acredita que aumentará os custos para a indústria. Ele pediu ao Congresso que intervenha, afirmando que não é aceitável aumentar a carga tributária para o setor produtivo. Alban respondeu ao ministro da Fazenda, que minimizou as críticas do setor privado, reafirmando que a indústria não concorda com o aumento das taxas de juros. Ele também comentou sobre uma Medida Provisória que amplia um programa de tarifas sociais, que, embora beneficie pessoas de baixa renda, acaba onerando outros consumidores, incluindo a indústria. Alban ressaltou que o setor produtivo quer dialogar e encontrar soluções que não aumentem ainda mais os custos.
BRASÍLIA – O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, manifestou sua insatisfação com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nesta segunda-feira, 25. Durante evento em Brasília, Alban defendeu que o governo deve focar na tributação de bets e bigtechs, evitando sobrecarregar o setor produtivo.
Alban enfatizou que o aumento da carga tributária impacta diretamente o consumidor. “Não podemos onerar o setor produtivo, porque, no fim, quem paga é o consumidor”, afirmou. Ele também agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, por sua posição contrária ao aumento de impostos, destacando a necessidade de um equilíbrio fiscal.
Críticas ao Governo
O presidente da CNI criticou a recente Medida Provisória do setor elétrico, que, segundo ele, prejudica a indústria ao aumentar os custos para os consumidores. Alban alertou que a mudança encarece o financiamento e pediu a intervenção do Congresso. “Não cabe mais aumento de carga tributária no setor produtivo”, declarou.
Em resposta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que minimizou as críticas do setor privado, Alban reafirmou que a indústria não concorda com a alta dos juros. Ele argumentou que existem diversas ferramentas de política monetária além do aumento das taxas de juros.
Desafios do Setor Produtivo
Alban também se manifestou sobre a Medida Provisória que amplia o programa Tarifa Social, que, embora beneficie a população de baixa renda, onera os demais consumidores, incluindo a grande indústria. “Não podemos aceitar pagar essa conta”, disse, ressaltando a necessidade de buscar fontes de energia mais baratas para aumentar a competitividade da indústria.
A CNI, junto a outras entidades empresariais, já havia alertado sobre os efeitos negativos do aumento do IOF, que pode dificultar o acesso ao crédito. Alban reiterou que o setor produtivo está disposto a dialogar e colaborar na busca por soluções que não onerem ainda mais a economia.
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