O ministro Flávio Dino pediu que a Controladoria-Geral da União audite ONGs mencionadas em uma reportagem do UOL, que estão sendo investigadas por suspeitas de desvio de R$ 274 milhões em emendas parlamentares. Ele afirmou que as informações reveladas mostram problemas sérios de transparência e rastreabilidade dos recursos. A investigação começou após reportagens sobre irregularidades em sete ONGs. No semestre passado, R$ 219 milhões foram transferidos de uma rede de ONGs suspeitas para outras cinco entidades, muitas das quais não têm um histórico de projetos relevantes. A CGU informou que 80% do dinheiro transferido vem de entidades já sob investigação. Além disso, as novas ONGs têm ligações com as entidades suspeitas, levantando preocupações sobre como os recursos públicos estão sendo geridos. A CGU e o Tribunal de Contas da União estão agora envolvidos na investigação.
O ministro do STF Flávio Dino ordenou que a Controladoria-Geral da União (CGU) audite ONGs mencionadas em uma reportagem do UOL. As entidades estão sob suspeita de envolvimento em práticas de ocultação e desvio de R$ 274 milhões em emendas parlamentares. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 27.
Dino destacou que as informações reveladas indicam a perpetuação de ações que comprometem a transparência e a rastreabilidade orçamentária. Ele classificou a migração de recursos para ONGs como uma “gravíssima burla aos comandos judiciais”. A investigação se intensificou após a série de reportagens intitulada “Farra das ONGs”, que expôs irregularidades em sete entidades.
No semestre passado, R$ 219 milhões foram transferidos, a pedido de parlamentares, de uma rede de ONGs suspeitas para outras cinco entidades. A maioria dessas novas ONGs não possui histórico de projetos relevantes e, segundo a CGU, 80% do total migrado provém de entidades já investigadas por desvios de verbas federais.
Além disso, o novo grupo de ONGs tem vínculos com integrantes das entidades suspeitas. A situação levanta preocupações sobre a gestão e a destinação dos recursos públicos, que deveriam ser utilizados de forma transparente e eficaz. A CGU e o Tribunal de Contas da União (TCU) estão agora envolvidos na apuração das irregularidades.
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