O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Djailon Henrique Moura, depôs no Supremo Tribunal Federal em defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que está sendo investigado por ações que teriam dificultado a votação nas eleições de 2022. Moura negou que as operações da PRF tivessem motivos políticos e disse que o objetivo era garantir segurança nas eleições. Ele explicou que as operações foram planejadas para verificar crimes eleitorais e que ocorreram em todo o país, não apenas no Nordeste. Moura admitiu que houve fiscalização em ônibus que iam para o Nordeste, mas justificou que isso se baseou em suspeitas que não se confirmaram. Ele também afirmou que a maioria dos veículos fiscalizados não demorou mais de 15 minutos na abordagem. O chefe da Procuradoria Geral da República, Paulo Gonet, pediu que Moura não fosse ouvido, mas o ministro Alexandre de Moraes permitiu o depoimento. As declarações de Moura contrastam com o depoimento de outro ex-coordenador da PRF, que disse que Moura havia dado ordens específicas para fiscalizar veículos com destino ao Nordeste. A investigação continua e pode afetar a imagem da PRF durante as eleições.
Ouvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, o ex-diretor de Operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Djailon Henrique Moura, prestou depoimento em defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, investigado por ações que teriam dificultado a votação durante as eleições de 2022. Moura negou que as operações da PRF tivessem motivações políticas, afirmando que o objetivo era “gerar sensação de segurança” nas eleições.
Durante seu depoimento, Moura explicou que as operações foram planejadas para garantir a segurança nas votações e não para prejudicar eleitores de Lula. Ele destacou que a PRF foi orientada a aumentar o efetivo nas ruas para “averiguar o crime eleitoral” até a chegada da Polícia Federal. Moura também afirmou que as ações de fiscalização ocorreram em todo o país e não apenas no Nordeste, reduto eleitoral do petismo.
Detalhes das Operações
O ex-diretor admitiu que houve operações focadas em ônibus que se dirigiam ao Nordeste, mas justificou que essas ações foram motivadas por “suspeitas de irregularidades” que não se confirmaram. Moura ressaltou que as operações foram programadas antes de qualquer decisão judicial que pudesse impedir a fiscalização. Ele ainda mencionou que mais de 60% dos veículos fiscalizados não demoraram mais de 15 minutos na abordagem, evidenciando que a fiscalização se limitou à situação dos veículos e condutores.
O chefe da Procuradoria Geral da República (PGR), Paulo Gonet, solicitou que Moura não fosse ouvido, considerando que ele é investigado e não tem obrigação de dizer a verdade. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o depoimento a pedido da defesa de Torres, que argumentou que Moura poderia trazer “a verdade” sobre os fatos. Apesar disso, Gonet optou por não fazer perguntas, considerando que o depoente não precisaria ser verdadeiro.
Contradições e Desdobramentos
As declarações de Moura contrastam com o depoimento de Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de inteligência da PRF, que afirmou que Moura havia dado ordens específicas para fiscalizar veículos com destino ao Nordeste. A investigação continua, e os desdobramentos podem impactar a percepção pública sobre a atuação da PRF durante o pleito eleitoral de 2022.
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