O deputado federal Carlos Roberto Rodrigues, conhecido como Bebeto, o deputado estadual Valdecy da Saúde e o ex-prefeito Doutor João foram condenados por abuso de poder político e econômico. Eles contrataram um grupo para fazer encenações nas ruas durante as eleições municipais, com o objetivo de difamar candidatos adversários. A juíza Renata Travassos Medina de Macedo, da 88ª Zona Eleitoral de São João de Meriti, declarou a inelegibilidade dos três por oito anos, a partir de 2024. A decisão foi baseada em uma investigação da Polícia Federal, que revelou um esquema de desinformação e coação de servidores públicos. A operação, chamada “Teatro Invisível”, também atingiu outros políticos em diferentes cidades do estado do Rio, onde foram encontrados indícios de uso de recursos não declarados para beneficiar candidatos nas eleições de 2024. Além disso, há suspeitas de que o grupo criminoso destruiu provas digitais para evitar punições.
A Justiça Eleitoral condenou Carlos Roberto Rodrigues, deputado federal conhecido como Bebeto (PP/RJ), Valdecy da Saúde, deputado estadual (PL), e Doutor João, ex-prefeito (PL), por abuso de poder econômico e político. A decisão, assinada pela juíza Renata Travassos Medina de Macedo na segunda-feira, 26, resultou na inelegibilidade do trio por oito anos a partir de 2024.
A condenação decorre de um esquema de desinformação durante as eleições municipais, onde uma quadrilha foi contratada para difamar adversários. A investigação da Polícia Federal revelou que o grupo organizava encenações nas ruas de São João de Meriti, propagando fake news para influenciar o voto dos eleitores. No pleito, Valdecy era candidato a prefeito, com Bebeto como vice e apoio de Doutor João, que era o prefeito na época.
Operação Teatro Invisível
A juíza destacou que a análise probatória indicou um esquema estruturado de abuso de poder. O caso envolveu coação de servidores e repasses irregulares de salários. A Operação Teatro Invisível identificou uma organização criminosa atuando sob a fachada da administração pública, comprometendo o pleito com táticas de desinformação e propaganda negativa.
A operação da PF não se limitou a esses políticos. Uma segunda fase, iniciada em abril, investigou endereços em Cabo Frio, Itaguaí, Mangaratiba, Rio de Janeiro e Juiz de Fora. Entre os alvos estavam outros políticos, como o prefeito Dr. Serginho (PL) e o ex-prefeito Rubem Vieira, além de Aarão (PP). Apenas Serginho foi eleito.
As investigações indicam o uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral para beneficiar candidatos nas eleições de 2024. Há ainda indícios de que o grupo criminoso destruiu provas digitais para evitar a responsabilização de seus membros.
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