O vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha, desistiu de sua candidatura ao governo para garantir cargos na Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) para seus aliados. Seu pai, Domingos Gonçalves, teve um papel importante nas negociações e prometeu apoio financeiro a outros membros da família que desejam se candidatar em 2026. A troca de cargos inclui a presidência da Cedae para Philipe Campello e uma diretoria para o coronel Leandro Monteiro. Pampolha, que antes afirmava que não desistiria, cedeu ao desejo do pai, que possui um grande patrimônio e uma rede de negócios. As negociações também envolveram o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-governador Sérgio Cabral, resultando em compromissos financeiros para a irmã de Pampolha e o marido de uma prima. Ele afirmou que não tem influência nas nomeações do governo. O ex-vice-governador participará da posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado nesta quinta-feira. A situação mostra como as articulações políticas no Rio de Janeiro são complexas e envolvem interesses pessoais e familiares.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha, desistiu de sua candidatura ao governo em troca de cargos na Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) para aliados. A decisão ocorreu em meio a articulações políticas complexas, com seu pai, Domingos Gonçalves, assumindo um papel central nas negociações.
A troca de cargos inclui a presidência da Cedae para Philipe Campello, atual superintendente da Vice-governadoria, e uma diretoria para o coronel do Corpo de Bombeiros Leandro Monteiro. A Cedae, que teve um lucro de R$ 443 milhões no primeiro semestre de 2023, continua a ser uma peça chave na política estadual, mesmo após a concessão do saneamento em 2021.
Pampolha havia afirmado anteriormente que não se afastaria da candidatura, mas cedeu ao protagonismo do pai, que possui um patrimônio significativo e uma rede de negócios no estado. Domingos, que é sócio de 21 postos de gasolina, também garantiu apoio financeiro para outros membros da família que pretendem se candidatar em 2026.
A negociação com o deputado estadual Rodrigo Bacellar envolveu a participação do ex-governador Sérgio Cabral e resultou em compromissos financeiros para a irmã de Pampolha e o marido de uma prima, ambos interessados em cargos eletivos. Em resposta às perguntas sobre sua desistência, Pampolha afirmou que não tem influência nas nomeações do governo.
O ex-vice-governador participará da cerimônia de posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta quinta-feira, às 17h. A movimentação política em torno de Pampolha e sua família reflete a complexidade das articulações eleitorais no Rio de Janeiro, onde interesses pessoais e políticos se entrelaçam.
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