Fernando Haddad, ministro da Fazenda, se reuniu com líderes da Federação Brasileira de Bancos e dos principais bancos privados para discutir alternativas ao aumento do IOF. Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, criticou a falta de participação da indústria nas discussões, questionando por que apenas o setor financeiro está sendo ouvido. Ele afirmou que a indústria não ficará de fora e que a carga tributária do sistema financeiro é repassada para o custo dos empréstimos. Alban destacou a importância da indústria na economia e disse que o setor buscará um papel ativo nas decisões que afetam sua competitividade.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, se reuniu na manhã de hoje com líderes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e dos quatro maiores bancos privados do Brasil. O encontro, realizado no Ministério da Fazenda, teve como foco a discussão sobre alternativas ao aumento do IOF.
A reunião ocorre em um contexto de crescente pressão sobre o setor financeiro. Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), expressou sua insatisfação com a exclusão da indústria nas discussões sobre o aumento do imposto. Em um grupo de WhatsApp, Alban questionou: “Porque as alternativas só são debatidas e detalhadas na Febraban?”
Alban destacou que a indústria não será mais uma mera expectadora nesse debate. Ele alertou que a carga tributária do sistema financeiro, com exceção dos Juros sobre Capital Próprio (JCP), é repassada diretamente para o spread bancário. O presidente da CNI enfatizou a importância do setor industrial na geração de riqueza e na contribuição tributária.
O descontentamento da CNI reflete uma preocupação mais ampla sobre a necessidade de incluir a indústria nas discussões fiscais. Alban reafirmou que a indústria será perseverante e incisiva, buscando um papel ativo nas decisões que impactam sua operação e competitividade.
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