Harvard decidiu transferir daguerreótipos de Renty e sua filha Delia para o International African American Museum, após uma disputa judicial de seis anos. Tamara Lanier, descendente de Renty, reivindicava as imagens, que têm 175 anos e foram usadas para apoiar teorias racistas no século XIX. Lanier ficou aliviada com a decisão, pois as imagens voltarão ao local onde seus ancestrais foram escravizados. O caso chamou a atenção para como Harvard e outras universidades estão lidando com seu passado ligado à escravidão. Em 2016, Harvard já havia mudado seu brasão associado a uma família escravocrata. Lanier, que contatou a universidade há 15 anos, sentiu que sua reivindicação não foi tratada com a seriedade que merece. O caso atraiu advogados conhecidos, como Benjamin Crump, que vê a decisão como um passo importante para a justiça racial. Os daguerreótipos foram encomendados por Louis Agassiz, um professor que defendia teorias racistas. Lanier processou Harvard em 2019, e após uma decisão favorável da Suprema Corte de Massachusetts em 2022, as imagens serão transferidas.
A Universidade de Harvard decidiu transferir daguerreótipos de um pai escravizado, Renty, e sua filha, Delia, para o International African American Museum, após uma batalha judicial de seis anos. O acordo foi firmado com Tamara Lanier, descendente de Renty, que reivindicava a custódia das imagens.
As fotografias, que têm 175 anos, foram utilizadas para sustentar teorias racistas do século XIX. Harvard enfrentou críticas por manter essas imagens, especialmente em um contexto onde instituições estão reavaliando suas relações com a escravidão. Lanier expressou alívio com a decisão, afirmando que as imagens retornarão ao estado onde seus ancestrais foram escravizados.
O caso ganhou notoriedade à medida que Harvard e outras universidades enfrentavam processos relacionados a seus vínculos históricos com a escravidão. Em 2016, Harvard abandonou um brasão associado a uma família escravocrata, enquanto Georgetown começou a oferecer vantagens a descendentes de pessoas escravizadas. A disputa sobre as imagens de Renty e Delia destaca a necessidade de reparação e reconhecimento histórico.
Lanier, que contatou Harvard pela primeira vez há 15 anos, afirmou que a universidade não tratou sua reivindicação com a mesma seriedade que museus têm dado a pedidos de repatriação de artefatos. O caso atraiu a atenção de advogados renomados, como Benjamin Crump, que vê a decisão como um passo importante para a justiça racial.
Os daguerreótipos foram encomendados por Louis Agassiz, um professor de Harvard que defendia teorias racistas. Lanier processou a universidade em 2019, alegando que Harvard lucrava com as imagens. Após um juiz rejeitar o caso, a Suprema Corte de Massachusetts decidiu a favor de Lanier em 2022, permitindo a transferência das imagens.
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