O Vasco da Gama venceu uma disputa no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e manteve o controle da Sociedade Anônima do Futebol, que estava sob a gestão da 777 Partners. A decisão foi unânime e negou um pedido da 777 para retomar o comando, que havia sido suspenso desde maio de 2022 por problemas financeiros. Os desembargadores apontaram que a 777 não cumpriu suas obrigações e deixou dívidas em aberto. O vice-presidente jurídico do Vasco, Felipe Carregal, afirmou que a decisão traz estabilidade ao clube e ajuda nas negociações com novos investidores. A disputa ainda será analisada em uma arbitragem, mas a decisão do tribunal fortalece a posição do Vasco em busca de uma gestão mais responsável.
Por três votos a zero, o Vasco da Gama obteve uma vitória no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) nesta quarta-feira, mantendo o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com o clube associativo. A decisão negou um recurso da 777 Partners, antiga gestora da SAF, que buscava reverter a liminar que suspendeu os efeitos do contrato desde maio de 2022.
Os desembargadores da 20ª Câmara de Direito Privado reconheceram a gestão temerária da 777, que não cumpriu obrigações contratuais e deixou dívidas em aberto. O vice-presidente jurídico do Vasco, Felipe Carregal, destacou que o tribunal considerou as demonstrações financeiras que evidenciam a falta de pagamento das dívidas do clube pela empresa americana.
Implicações da Decisão
A decisão do TJ-RJ reafirma a posição do Vasco em relação à gestão da 777, que não honrou compromissos financeiros, expondo o clube a riscos. Carregal afirmou que a decisão traz estabilidade ao clube e facilita negociações com potenciais investidores interessados na revenda da SAF.
A liminar anterior, assinada pelo juiz Paulo Assed Estefan, devolveu o controle do futebol do Vasco ao clube associativo, presidido por Pedrinho. A 777 Partners, que havia solicitado a retomada do comando, enfrentou dificuldades financeiras e reiteradas violações contratuais.
Próximos Passos
O mérito da disputa ainda será analisado em arbitragem mediada pela Fundação Getúlio Vargas, envolvendo 39% das ações da SAF. A decisão unânime do tribunal fortalece a posição do Vasco na busca por uma gestão responsável e segura, essencial para atrair investidores que reconheçam a importância do clube. O Vasco reafirma seu compromisso com a defesa de sua história e valores, consolidando a legitimidade de sua atual gestão.
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