A ministra Esther Dweck se encontrou com parlamentares para discutir a reforma administrativa, que visa modernizar a administração pública sem retirar direitos dos servidores. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a criação de um Grupo de Trabalho que deve apresentar uma proposta em 45 dias. O deputado Pedro Paulo, relator do grupo, destacou a importância da estabilidade dos servidores para a reforma. O governo prevê que 153,6 mil servidores federais se aposentem até 2034, com um pico de 24,2 mil aposentadorias este ano. O Ministério da Gestão está considerando novos concursos para repor os servidores, mas especialistas alertam que a reforma deve ser priorizada antes de discutir contratações. Atualmente, há 570,5 mil servidores ativos, e a pressão sobre os serviços públicos deve aumentar com as aposentadorias.
A ministra da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, se reuniu nesta quarta-feira com parlamentares do grupo de trabalho da reforma administrativa da Câmara dos Deputados. O encontro teve como foco a modernização da administração pública, sem a intenção de retirar direitos dos servidores. Dweck destacou que o governo busca melhorar a capacidade do Estado em prestar serviços e valorizar os servidores.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para discutir a reforma, que deve apresentar uma proposta em 45 dias. O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) foi designado como relator do grupo e enfatizou que a estabilidade dos servidores é essencial para a transformação da administração pública. Ele afirmou que o grupo não pretende acabar com direitos dos servidores.
O governo estima que 153,6 mil funcionários públicos federais se aposentem até 2034, o que representa cerca de 26,9% do total de servidores ativos. O pico das aposentadorias deve ocorrer ainda este ano, com 24,2 mil servidores aptos a deixar o setor público. O Ministério da Gestão está avaliando a necessidade de novos concursos para repor a força de trabalho, considerando a digitalização de serviços.
Especialistas alertam que é crucial avançar na reforma administrativa antes de discutir novos concursos. O Executivo federal conta atualmente com 570,5 mil servidores ativos, e a pressão sobre os serviços estatais tende a aumentar com as aposentadorias em massa. A reforma é vista como uma medida urgente para enfrentar os desafios futuros do setor público.
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