Ronnie Lessa, que confessou ter assassinado a vereadora Marielle Franco, foi condenado por outro homicídio, o que contradiz sua delação premiada. Ele foi responsabilizado pela morte do ex-policial André Henrique da Silva Souza e sua esposa, em 2014. Lessa alegou que o crime foi motivado por desavenças pessoais, mas o Ministério Público e o júri não aceitaram essa versão. A investigação também ligou Lessa ao ex-sargento Cristiano Girão, que pode ser um mandante do crime. Testemunhas afirmaram que Lessa e Girão tinham uma relação próxima e que Lessa costumava trabalhar para Girão. O ministro Alexandre de Moraes, que cuida do caso Marielle no Supremo Tribunal Federal, está interessado nas conexões entre Lessa e Girão. A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação dos irmãos Brazão, mas descartou a participação de Girão. O caso Marielle, que ainda está sendo investigado, deve ter um desfecho no STF ainda este ano.
O ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco, foi condenado por homicídio em um caso anterior, o que contradiz sua delação premiada. A condenação ocorreu na última quinta-feira, quando o 3º Tribunal do Júri o responsabilizou pela morte do ex-policial André Henrique da Silva Souza, conhecido como Zóio, e de sua esposa, Juliana Sales de Oliveira, em 2014.
Lessa alegou que o crime foi motivado por desavenças pessoais, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro e os jurados discordaram. A investigação apontou que o ex-vereador Cristiano Girão, que liderou um grupo paramilitar na Gardênia Azul, também teve participação no crime, encomendando a execução de Zóio. Testemunhas contradizem a versão de Lessa, afirmando que ele e Girão mantinham uma relação próxima.
Relações Comprometedoras
O delegado Moysés Santana Gomes, responsável pela investigação, destacou que Cristiano Girão utilizava os serviços de Lessa para eliminar inimigos há pelo menos sete anos. Lessa, em sua delação, negou conhecer Girão, mas depoimentos de testemunhas indicam o contrário. O ex-presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, Jorge Alberto Moreth, confirmou que os dois foram sócios em negócios na região.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso Marielle no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações adicionais sobre as conexões entre Lessa e Girão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) entregou alegações finais que pedem a condenação dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, enquanto a linha de investigação sobre Girão foi descartada pela Polícia Federal.
Desdobramentos Finais
O inquérito que investiga o assassinato de Marielle Franco, que ocorreu em 2018, ainda depende de provas concretas para corroborar a delação de Lessa. O julgamento no STF está previsto para ocorrer ainda neste ano, prometendo ser um marco importante na busca por justiça no caso. A expectativa é alta, e o desfecho pode impactar significativamente o cenário político e social do Brasil.
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