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Bolsonaro consulta ex-advogado-geral da União sobre reverter vitória de Lula

Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União, confirmou ao STF que Jair Bolsonaro tentou reverter o resultado das eleições de 2022, mas afirmou que o pleito foi transparente. O depoimento, realizado em Brasília, revelou que Bolsonaro, acompanhado de comandantes das Forças Armadas e do então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, questionou Bianco sobre possíveis irregularidades na votação. Bianco destacou que a eleição foi conduzida de forma clara e que não existiam bases para contestar o resultado. Ele mencionou a atuação de uma comissão que reforçava a legitimidade do processo eleitoral, embora não tenha conseguido especificar quantos comandantes estavam presentes na reunião, acreditando que todos os líderes das três Forças Armadas participaram. Esse encontro ocorreu após o segundo turno das eleições, quando Luiz Inácio Lula da Silva obteve 50,9% dos votos válidos, em comparação aos 49,1% de Bolsonaro. A derrota gerou manifestações em todo o Brasil, com caminhoneiros bloqueando rodovias e apoiadores do ex-presidente acampando em frente a quartéis, especialmente em Brasília. No dia 8 de janeiro de 2023, essas manifestações culminaram em atos de vandalismo contra prédios públicos, incluindo o STF e o Congresso Nacional. A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e réu em investigação sobre tentativa de golpe, planejou ouvir ex-ministros do governo Bolsonaro. Recentemente, o STF ouviu depoimentos de Adolfo Sachsida e Wagner Rosário, sendo que Rosário negou que houvesse discussões sobre ruptura institucional em uma reunião ministerial de julho de 2022, afirmando que o foco era aprimorar as urnas eletrônicas para garantir resultados fidedignos. ### Linha fina: Ex-advogado-geral confirma ao STF que Bolsonaro tentou reverter resultado eleitoral, mas destaca a transparência do pleito.

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Bruno Bianco, que foi advogado-geral da União, disse ao Supremo Tribunal Federal que Jair Bolsonaro tentou mudar o resultado das eleições de 2022, que Lula ganhou. No depoimento, Bianco contou que Bolsonaro, junto com comandantes das Forças Armadas e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, perguntou sobre problemas legais nas eleições. Bianco afirmou que a eleição foi transparente e que não havia motivos para contestar o resultado. Ele também mencionou que todos os líderes das três Forças Armadas estavam na reunião. Esse encontro aconteceu após o segundo turno, quando Lula teve 50,9% dos votos e Bolsonaro 49,1%. A derrota de Bolsonaro gerou protestos em várias partes do Brasil, com bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis. Em 8 de janeiro de 2023, esses protestos resultaram em vandalismo em prédios públicos. A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, planeja ouvir ex-ministros de Bolsonaro. O STF já ouviu outros depoimentos, incluindo de Adolfo Sachsida e Wagner Rosário, que negou que houvesse discussões sobre uma ruptura institucional em uma reunião ministerial em julho de 2022, afirmando que o foco era melhorar as urnas eletrônicas.

BRASÍLIA – O ex-advogado-geral da União, Bruno Bianco, confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro buscou formas de reverter o resultado das eleições de 2022, que resultaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento ocorreu nesta quinta-feira, 29, e revelou que Bolsonaro, acompanhado de comandantes das Forças Armadas e do então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, questionou Bianco sobre possíveis problemas jurídicos no pleito.

Bianco afirmou que a eleição foi conduzida de maneira “transparente” e que não havia fundamentos para contestar o resultado. Ele destacou que havia uma comissão em funcionamento, reforçando a legitimidade do processo eleitoral. O ex-advogado-geral não soube precisar quantos comandantes estavam presentes, mas acredita que todos os líderes das três Forças Armadas participaram da reunião.

Reuniões e Manifestações

Esse encontro ocorreu após o segundo turno das eleições, quando Lula obteve 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% de Bolsonaro. A derrota gerou uma onda de manifestações em todo o Brasil, com caminhoneiros bloqueando rodovias e apoiadores do ex-presidente acampando em frente a quartéis, especialmente em Brasília. No dia 8 de janeiro de 2023, essas manifestações culminaram em atos de vandalismo contra prédios públicos, incluindo o STF e o Congresso Nacional.

A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e réu em investigação sobre tentativa de golpe, planejou ouvir ex-ministros do governo Bolsonaro. Nos últimos dias, o STF ouviu diversos depoimentos, incluindo os de Adolfo Sachsida e Wagner Rosário, ambos ex-ministros. Rosário, em seu depoimento, negou que houvesse discussões sobre ruptura institucional em uma reunião ministerial de julho de 2022, afirmando que o foco era aprimorar as urnas eletrônicas para garantir resultados fidedignos.

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