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Ministério Público suspende obras no Parque Nacional de Jericoacoara por falta de licenças

MPCE suspende concessão do Parque Nacional de Jericoacoara por falta de estudos ambientais, enquanto ICMBio defende intervenções sem licenciamento.

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O Ministério Público do Ceará suspendeu o contrato de concessão para exploração do Parque Nacional de Jericoacoara, que havia sido assinado em 2024, devido à falta de estudos adequados sobre o impacto ambiental das obras. O ICMBio, responsável pela gestão do parque, afirmou que não precisa de licenças específicas para as intervenções, mas o MPCE está analisando essa posição. A suspensão visa evitar danos ao meio ambiente, já que algumas obras, como a abertura de vias e a construção de banheiros, já causaram a destruição de vegetação nativa. A concessionária Urbia Cataratas Jericoacoara S.A. defende que todas as suas ações têm autorização do ICMBio. O MPF e o MPCE criticam a falta de estudos de impacto ambiental e a ausência de consulta pública, alertando para possíveis ações legais se a situação não for regularizada. Além disso, a Justiça já decidiu que não pode haver cobrança de entrada para quem visita a Vila de Jericoacoara, que fica dentro do parque, mas a cobrança para acessar as atrações do parque permanece opcional. O município também pede que as obras sejam interrompidas até que todas as licenças necessárias sejam obtidas.

Após a suspensão do contrato de concessão do Parque Nacional de Jericoacoara, o Ministério Público do Ceará (MPCE) investiga a legalidade das intervenções no local. O contrato, firmado em 2024, previa R$ 298,9 milhões em investimentos em infraestrutura, mas gerou polêmica devido a preocupações ambientais.

O MPCE questiona a ausência de estudos de impacto ambiental adequados. Em reunião recente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) alegou que não são necessárias licenças específicas para as obras. O MPCE, no entanto, decidiu suspender as atividades para evitar danos ao meio ambiente.

Intervenções já autorizadas incluem a abertura de vias, perfuração de poços e construção de banheiros. Imagens mostram que algumas dessas obras já causaram a supressão de vegetação nativa. A presidente do Conselho Comunitário da Vila de Jericoacoara, Lucimar Marques, destacou a insatisfação da comunidade com os impactos ambientais e a tentativa de cobrança de pedágio para acesso à vila.

O MPF e o MPCE afirmam que as autorizações do ICMBio se basearam em uma interpretação equivocada da legislação. Eles ressaltam que não houve a realização de Estudo de Impacto Ambiental nem consulta pública, o que contraria princípios de proteção ambiental. A Urbia Cataratas Jericoacoara S.A., concessionária do parque, defende que todas as intervenções são autorizadas pelo ICMBio.

A suspensão das obras permanecerá até que as licenças e alvarás necessários sejam obtidos, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O município de Jijoca de Jericoacoara também conseguiu na Justiça a suspensão da cobrança de tarifas para visitantes que desejam acessar a vila, que é cercada pelo parque.

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