Um tenente do Exército foi preso por suspeita de assassinar dois garimpeiros em Roraima. Ele liderava um grupo de militares que perseguiu três garimpeiros, resultando na morte de um deles por tiro e do outro por facadas. Os corpos foram amarrados a uma embarcação e jogados no rio Uraricoera. Um terceiro garimpeiro sobreviveu e denunciou o caso, com o apoio de um indígena que guiou os militares. O Instituto Médico Legal confirmou que o tiro que matou o primeiro garimpeiro foi disparado pelo tenente. O Ministério Público Militar denunciou todos os envolvidos, mas apenas o tenente foi preso pelo Superior Tribunal Militar, que alegou que ele tentou coagir outros suspeitos a mudarem seus depoimentos para protegê-lo. A decisão foi tomada em 27 de setembro de 2023 e o caso está em segredo de Justiça.
Os ministros do Superior Tribunal Militar (STM) decidiram, por unanimidade, a prisão de um tenente do Exército acusado de assassinar dois garimpeiros em Roraima no dia 21 de setembro de 2023. O tenente liderava um grupo de sete militares que perseguiu três garimpeiros, resultando na morte de dois deles. O primeiro foi atingido por um tiro de fuzil, enquanto o segundo foi esfaqueado. Os corpos foram amarrados a uma embarcação do Exército e lançados no rio Uraricoera.
Um terceiro garimpeiro, que sobreviveu ao ataque, foi ferido com balas de borracha e abandonado, mas conseguiu denunciar o crime. Um indígena que guiou a embarcação dos militares também confirmou a versão do sobrevivente. O Instituto Médico Legal (IML) atestou que o tiro que matou o primeiro garimpeiro foi disparado pelo fuzil do tenente, e o segundo morreu devido a ferimentos de faca.
O Ministério Público Militar denunciou todos os envolvidos por homicídio, ocultação de cadáver e destruição de provas, solicitando a prisão de todos. A primeira instância da Justiça Militar da União em Manaus havia determinado a prisão do tenente, mas essa decisão foi revertida em segunda instância. O caso foi então levado ao STM, que decidiu pela prisão apenas do tenente, considerando sua posição de liderança.
Coação e Integridade
O relator do caso, ministro Carlos Vuyk de Aquino, destacou que o tenente estaria tentando coagir os demais acusados a mudarem seus depoimentos para protegê-lo. “A permanência de um oficial com tal conduta compromete a autoridade e a integridade das instituições militares”, afirmou o relator. A decisão do STM foi divulgada nesta terça-feira, 27 de setembro, e o processo segue em segredo de Justiça, o que impede a divulgação do nome do tenente.
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