O Chega, partido fundado em 2019, se tornou a segunda maior força política em Portugal após as eleições de 18 de maio, conquistando 59 deputados. O Partido Socialista, que antes era o maior, caiu para o terceiro lugar com 58 deputados. André Ventura, líder do Chega, celebrou a vitória como uma grande mudança no sistema político do país. Ele destacou que o resultado mostra o partido como líder da oposição e prometeu transformar a vida dos portugueses. O Chega teve um bom desempenho entre os eleitores portugueses no exterior, especialmente no Brasil, onde obteve 25,3% dos votos. A coligação Aliança Democrática, liderada por Luís Montenegro, venceu as eleições e terá 90 deputados, mas precisará de aliados para governar. O cenário político está fragmentado, com o Chega representando uma nova força que desafia os partidos tradicionais.
O partido Chega, fundado em 2019, consolidou-se como a segunda maior bancada do Parlamento português após as eleições de 18 de maio, conquistando 59 deputados. O resultado marca uma mudança significativa no cenário político, com o tradicional Partido Socialista caindo para o terceiro lugar, com 58 deputados.
André Ventura, líder do Chega, celebrou a vitória como uma “grande mudança” no sistema político, afirmando que “nada será como antes”. A ascensão do partido foi impulsionada pelos votos das comunidades portuguesas no exterior, especialmente no Brasil, onde o Chega obteve 25,3% dos votos entre os emigrantes.
A coligação Aliança Democrática, liderada pelo atual primeiro-ministro Luís Montenegro, venceu as eleições com 90 deputados, mas enfrenta o desafio de formar alianças para governar. Ventura, que tem laços com Jair Bolsonaro, prometeu uma oposição responsável, mas seu estilo agressivo deve permanecer.
A fragmentação política em Portugal, com três blocos principais, torna improvável que o Chega se torne um partido governante. No entanto, sua ascensão reflete um fenômeno mais amplo na Europa, onde partidos de direita populista têm ganhado força em resposta a questões como imigração e insatisfação com o status quo.
A contagem dos votos, que incluiu os enviados por correio, foi concluída em 28 de maio, revelando a nova configuração do Parlamento. O líder do PS, Pedro Nuno Santos, renunciou após a derrota, evidenciando a crise interna do partido.
Entre na conversa da comunidade