O general Gustavo Dutra, que foi comandante militar do Planalto, depôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército estava quase vazio no dia 6 de janeiro, com cerca de 200 pessoas, a maioria em situação de rua. Ele afirmou que pediu ajuda da Secretaria de Desenvolvimento Social para lidar com essas pessoas. A secretária de Desenvolvimento Social do DF, Ana Paula Marra, também depôs e revelou que havia planos para prender os líderes do acampamento, mas esses planos não foram colocados em prática. A defesa do ex-ministro Anderson Torres dispensou várias testemunhas, alegando que já tinha as informações necessárias. Torres, que era secretário de Segurança Pública na época, não estava em Brasília no dia dos atos golpistas, pois viajou para os Estados Unidos no dia 6. O general Dutra foi intimado a depor após não comparecer a uma audiência anterior.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres é réu em uma ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. O Supremo Tribunal Federal (STF) continua ouvindo testemunhas sobre os eventos que antecederam os atos golpistas.
O general Gustavo Henrique Dutra, ex-comandante militar do Palácio do Planalto, depôs ao STF e afirmou que o acampamento golpista estava “praticamente vazio” no dia 6 de janeiro. Segundo ele, havia apenas cerca de duzentas pessoas, a maioria em situação de rua. Dutra relatou que pediu apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal para tratar dessas pessoas.
A atual secretária de Desenvolvimento Social do DF, Ana Paula Marra, também depôs e mencionou que Dutra e Torres discutiram a possibilidade de expedir mandados de prisão para os líderes do acampamento. Ela afirmou que o plano de ação nunca foi concretizado. A defesa de Torres dispensou várias testemunhas, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, alegando que já havia obtido as informações necessárias.
O depoimento de Dutra contradiz a versão apresentada por Saulo Cunha, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que afirmou que houve uma desmobilização no dia 6, mas que ônibus com manifestantes começaram a chegar na madrugada do dia 7. Torres não estava em Brasília no dia dos atos, pois viajou para os Estados Unidos no dia 6.
O STF já ouviu 43 testemunhas no caso, e o ministro Alexandre de Moraes intimou Dutra a depor novamente na próxima segunda-feira. A defesa de Torres argumenta que o general é uma figura relevante para entender o que ocorreu antes dos eventos de janeiro.
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