Harvard University decidiu entregar um conjunto de fotos históricas que mostram pessoas escravizadas nos Estados Unidos. Essa decisão encerra um processo judicial com Tamara Lanier, que afirma ser descendente de algumas das pessoas retratadas. As imagens, tiradas em 1850, serão enviadas para o International African American Museum na Carolina do Sul, onde as pessoas nas fotos foram escravizadas. Lanier ficou muito feliz com o resultado, que inclui todas as imagens, não apenas as de Renty e Delia, que eram os principais focos do caso. As fotos foram redescobertas em 1976 e foram encomendadas por um professor de Harvard que defendia ideias racistas. O caso levantou questões sobre como as universidades devem lidar com seu passado ligado à escravidão. Harvard não comentou os detalhes do acordo, mas disse que sempre quis que as fotos fossem exibidas em outro museu para que mais pessoas tivessem acesso a elas.
Harvard University concordou em transferir um conjunto de daguerreótipos históricos, considerados os primeiros a retratar pessoas escravizadas nos Estados Unidos, para o International African American Museum, na Carolina do Sul. A decisão encerra um longo processo judicial movido por Tamara Lanier, que afirma ser descendente de indivíduos retratados nas imagens de mil oitocentos e cinquenta.
As fotografias, que foram redescobertas em 1976 no Peabody Museum of Archaeology and Ethnology de Harvard, incluem imagens de pessoas identificadas como Alfred, Delia, Drana, Fassena, Jack, Jem e Renty. Lanier expressou sua felicidade com o acordo, que garante a transferência de todas as imagens, não apenas das que envolvem Renty e Delia.
O professor de Harvard, Louis Agassiz, encomendou as fotos como parte de uma pesquisa desacreditada que buscava provar a superioridade racial. O caso gerou debates sobre como as universidades americanas devem lidar com suas ligações históricas à escravidão. Em 2016, Harvard Law School alterou um escudo que fazia referência a um proprietário de escravos do século dezoito.
A universidade não comentou os detalhes do acordo, mas um porta-voz afirmou que sempre desejou que as imagens fossem colocadas em um museu para aumentar o acesso público. O tribunal de Massachusetts, em 2022, reconheceu a “complicidade” da instituição nas “ações horríveis” relacionadas à criação das imagens, permitindo que Lanier buscasse compensação por sofrimento emocional.
O presidente do museu da Carolina do Sul afirmou que as imagens serão exibidas “em contexto com verdade e empatia”. Tonya Matthews destacou que as fotografias não são gentis e que a história por trás delas é difícil de ouvir, mas que o espaço já promove diálogos sobre a inumanidade da escravidão e suas repercussões atuais.
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