Torcedores do Beitar Jerusalém agrediram dois motoristas árabes de ônibus após a derrota do time na final da Copa do Estado de Israel. O ataque aconteceu em Jerusalém e foi registrado em vídeos que mostram os torcedores espancando um dos motoristas e jogando objetos nele. A polícia foi chamada, mas até agora ninguém foi preso. Um dos motoristas, Ahmad Kar’in, disse que foi atacado depois que os torcedores perceberam que ele era árabe e começaram a gritar ofensas. O prefeito de Jerusalém condenou a violência e pediu que as autoridades garantam a segurança dos motoristas. O Beitar Jerusalém tem um histórico de episódios de racismo e violência, incluindo ataques a árabes em shoppings e outros locais.
Dezenas de torcedores do Beitar Jerusalém agrediram motoristas árabes de ônibus após a derrota do time na final da Copa do Estado de Israel, em Jerusalém. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira e foi registrado em vídeos que circulam nas redes sociais, mostrando a violência contra um dos motoristas.
A Polícia de Israel iniciou uma investigação após receber denúncias, mas até o momento, ninguém foi preso. Um dos motoristas agredidos, Ahmad Kar’in, relatou que a agressão começou quando os torcedores perceberam sua origem árabe. Ele afirmou que os agressores gritaram “morte aos árabes” enquanto o atacavam. Um colega motorista que tentou ajudá-lo também foi agredido.
O prefeito de Jerusalém, Moshe Leon, condenou o ataque e pediu ações da polícia e do Ministério dos Transportes para garantir a segurança dos motoristas. Ele destacou que a violência é inaceitável e fere os valores judaicos. O episódio é mais um exemplo do histórico de violência racista associado ao Beitar Jerusalém, que já teve outros episódios de agressões a árabes.
Em 2012, torcedores do Beitar invadiram um shopping em Jerusalém, agredindo trabalhadores árabes e entoando cânticos racistas. Em 2020, um membro radical da torcida atacou um motorista árabe durante um protesto. Esses eventos refletem um padrão preocupante de hostilidade e violência que continua a afetar a comunidade árabe em Israel.
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