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CPI investiga ligação entre atentado a bomba e tentativa de golpe no Brasil

CPI investiga ligações entre atentados e golpe; depoimento de delegado pode ser chave na defesa do irmão, general preso por extremismo.

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Em janeiro de 2023, houve invasões em prédios públicos em Brasília, levando à criação de uma CPI para investigar os eventos e suas ligações com atentados anteriores. Em junho de 2023, a CPI estava em andamento e convocou o delegado Marcelo Fernandes, que havia sido chefe da polícia na área do aeroporto de Brasília, onde ocorreu uma tentativa de atentado a bomba em dezembro de 2022. Ele é irmão do general Mario Fernandes, preso por supostamente planejar um golpe para derrubar autoridades. O depoimento de Marcelo poderia ajudar na defesa de Mario, que é acusado de extremismo. Apesar de ser considerado uma testemunha importante, Marcelo foi dispensado de depor na CPI, mas pode ser chamado novamente para ajudar a desmentir as acusações contra seu irmão. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os atentados em Brasília estavam ligados a uma tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022.

Em junho de 2023, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os ataques de 8 de janeiro convocou o delegado Marcelo Fernandes. O depoimento de Fernandes é considerado crucial, pois ele é irmão do general Mario Fernandes, preso por supostamente planejar um golpe.

Os ataques em Brasília, que resultaram em invasões e depredações de prédios públicos, levaram à criação da CPI. Os parlamentares buscam conexões entre esses eventos e tentativas de atentados anteriores, como a tentativa de explosão no aeroporto de Brasília em dezembro de 2022. Na ocasião, uma bomba foi deixada em um caminhão-tanque, mas não detonou.

Marcelo Fernandes, então chefe da 10ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, foi um dos primeiros a chegar ao local do atentado. Ele localizou e prendeu o responsável pela confecção da bomba. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPI, solicitou sua convocação para esclarecer os fatos.

O nome de Mario Fernandes, que trabalhou no governo Bolsonaro, só veio à tona em novembro de 2024, quando foi preso. Ele é acusado de elaborar um plano para “neutralizar” figuras políticas, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. A defesa de Mario acredita que o depoimento de Marcelo pode ajudar a desmantelar a acusação de extremismo contra o general.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os atentados em Brasília fazem parte de uma sequência de ações para reverter o resultado das eleições de 2022. Ele destacou que, se a bomba tivesse explodido, poderia ter causado um grande número de mortes. A CPI continua a investigar as ligações entre os eventos e os envolvidos.

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