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Lula classifica guerra em Gaza como genocídio e critica novos assentamentos israelenses

Lula classifica ações de Israel na Cisjordânia como ilegais e reafirma genocídio em Gaza, enquanto governo israelense defende assentamentos.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar Israel, chamando a guerra em Gaza de “genocídio” e condenando o anúncio de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, que ele considera ilegal e um agravante da situação. Durante um congresso do Partido Socialista Brasileiro, Lula afirmou que o exército israelense está matando civis, incluindo mulheres e crianças, e leu uma nota do governo que condena a ação de Israel como uma violação do direito internacional. O governo israelense, por sua vez, defendeu a criação dos assentamentos como uma decisão histórica. A coalizão atual de Israel, considerada a mais extremista da história do país, anunciou que os novos assentamentos serão espalhados pela Cisjordânia, incluindo áreas que foram desocupadas em 2005.

BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, neste domingo, 1º, sua condenação à guerra em Gaza, chamando-a de “genocídio”. Ele criticou o recente anúncio de Israel sobre a criação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, feito na quinta-feira, 29. O Palácio do Planalto também emitiu uma nota condenando a ação “nos mais fortes termos”.

Durante o 16° congresso nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Lula já havia afirmado que Israel comete genocídio ao matar civis, incluindo crianças e mulheres, em Gaza. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) respondeu, acusando o presidente de antissemitismo. “O que estamos vendo é um exército altamente militarizado matando mulheres e crianças. Isso não é uma guerra, é um genocídio”, declarou.

O governo brasileiro classificou o plano de Israel como uma “flagrante ilegalidade” em relação ao direito internacional, citando um parecer da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, que considerou ilícita a presença israelense em território palestino ocupado. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a decisão como histórica para o desenvolvimento dos assentamentos.

A ONG israelense Paz Agora criticou a construção dos assentamentos, que podem aumentar as tensões nas relações diplomáticas de Israel com a comunidade internacional, já fragilizada pela guerra em Gaza. O mapa do Likud, partido do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, mostra que os novos assentamentos serão distribuídos por toda a Cisjordânia, incluindo Homesh e Sa-Nur, que foram esvaziados em 2005.

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