Erin Patterson, uma mulher australiana, está sendo julgada por supostamente matar três parentes e ferir outro ao servir um almoço com cogumelos venenosos em julho de 2023. Ela se declarou inocente das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Os promotores afirmam que ela buscou intencionalmente os cogumelos e os cozinhou para a família, enquanto a defesa argumenta que foi um acidente e que ela entrou em pânico após o ocorrido. Durante o julgamento, Erin falou sobre seu relacionamento com a família, mencionando que havia se distanciado deles, especialmente de seus ex-sogros. Ela também compartilhou experiências pessoais, como o trauma do parto de seu filho em 2009. Erin se despediu do hospital contra a orientação médica após o almoço, o que os promotores usaram como evidência de que ela não estava doente. Erin prestou depoimento por menos de uma hora e deve continuar sua testemunha na próxima sessão do tribunal.
Erin Patterson, acusada de assassinar três parentes e ferir gravemente outro ao servir um almoço com cogumelos venenosos, testemunhou em seu julgamento. O crime ocorreu em julho de 2023, em sua casa na região de Victoria, Austrália. Ela se declarou inocente das acusações de homicídio e tentativa de homicídio.
Durante seu depoimento, Patterson, de cinquenta anos, afirmou que sua relação com a família Patterson havia se distanciado. Ela mencionou que, em 2023, já sentia que havia uma certa distância, especialmente com Don e Gail Patterson, seus ex-sogros. “Nós nos víamos menos”, disse. A defesa argumenta que ela não teve a intenção de envenenar os familiares, mas sim que “entrou em pânico” após o ocorrido.
O almoço, que incluía um beef wellington, resultou na morte de três pessoas: Don Patterson, Gail Patterson e Heather Wilkinson. Apenas um convidado sobreviveu, o pastor Ian Wilkinson, que passou semanas em tratamento hospitalar. O Ministério Público alega que Erin procurou intencionalmente cogumelos venenosos e os serviu, além de ter mentido à polícia e descartado evidências.
Testemunho e Trauma
Patterson também compartilhou experiências pessoais, incluindo o trauma do parto de seu primeiro filho em 2009. Ela descreveu a situação como angustiante, com complicações que levaram a uma cesariana de emergência. “Ele começou a entrar em sofrimento e perderam seu batimento cardíaco”, relatou, emocionada.
A defesa destacou que Erin já havia se desligado de hospitais em outras ocasiões, o que pode ser relevante para a análise de seu estado mental após o almoço fatal. O julgamento, que já ouviu mais de cinquenta testemunhas, agora se volta para a apresentação de provas pela defesa. Erin retornará ao tribunal para continuar seu depoimento na próxima terça-feira.
Entre na conversa da comunidade