Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-policial brasileiro é condenado a 16 meses de prisão por mentir em asilo nos EUA

Ex-policial brasileiro é condenado a 16 meses nos EUA por mentir em pedido de asilo, após envolvimento na chacina do Curió.

0:00
Carregando...
0:00

Antônio José de Abreu Vidal Filho, ex-policial militar brasileiro, foi condenado a 16 meses de prisão em Boston, EUA, por mentir em seu pedido de asilo. Ele afirmou que nunca havia sido preso, mas estava envolvido na chacina do Curió, que deixou 11 mortos em 2015 no Brasil. Abreu Filho pediu um visto de visitante e, em 2020, solicitou asilo, repetindo a mesma mentira. Durante uma audiência de imigração em fevereiro de 2024, ele disse que não havia mentido, alegando que não tinha sido condenado na época. No Brasil, ele foi sentenciado a 275 anos e 11 meses de prisão em junho de 2023. Após cumprir sua pena nos EUA, ele poderá ser deportado para o Brasil. A defesa argumenta que ele era novo na polícia durante a chacina e não estava presente nas mortes.

O ex-policial militar brasileiro Antônio José de Abreu Vidal Filho, de 31 anos, foi condenado a 16 meses de prisão em um tribunal federal de Boston, nos Estados Unidos. A condenação ocorreu devido a mentiras em seu pedido de asilo, onde afirmou nunca ter sido preso. Abreu Filho estava envolvido na chacina do Curió, que resultou em 11 mortes em 2015, em Fortaleza, Ceará.

Durante o processo de imigração, Abreu Filho mentiu sobre seu histórico criminal. Ao solicitar um visto de visitante em 2018, enquanto aguardava julgamento no Brasil, ele declarou que não tinha condenações. Em 2020, ao pedir asilo, reiterou que nunca havia sido acusado ou preso. Em fevereiro de 2024, em audiência de imigração, ele negou as acusações de mentir, alegando que omitiu informações porque sua condenação ainda não havia sido proferida.

No Brasil, Abreu Filho foi condenado a 275 anos e 11 meses de prisão em junho de 2023, junto com outros policiais envolvidos na chacina. A defesa do ex-policial afirma que ele era inocente e que recorreria da decisão. Segundo a defesa, Abreu Filho se mudou para os Estados Unidos para acompanhar sua esposa durante um curso de pós-graduação.

Chacina do Curió

A chacina do Curió, considerada o maior caso tratado pela Justiça cearense, ocorreu nos dias 11 e 12 de novembro de 2015. As vítimas, todas homens, foram escolhidas aleatoriamente em represália à morte de um policial. O massacre envolveu nove locais diferentes e a maioria das vítimas tinha menos de 18 anos. A procuradoria afirma que o crime foi uma retaliação pela morte do policial Valtermberg Chaves Serpa.

Após cumprir a pena nos Estados Unidos, Abreu Filho poderá ser deportado para o Brasil. A defesa argumenta que ele estava apenas há quatro meses na corporação quando a chacina ocorreu e que não possuía arma ou foi filmado durante os crimes.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais