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Governo Lula muda estratégia do PAC para focar em obras locais e impacto eleitoral

Governo Lula muda foco do PAC para obras menores, como creches e ambulâncias, visando impacto político em meio a cortes orçamentários.

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O governo Lula mudou a estratégia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para focar em obras menores, como creches e ambulâncias, em vez de grandes projetos como ferrovias e hidrelétricas. Isso acontece devido a dificuldades orçamentárias e a necessidade de se conectar mais com a população. O plano é realizar grandes eventos de inauguração, onde Lula participará de uma cerimônia em uma cidade e anunciará várias outras obras ao mesmo tempo, transmitindo tudo online. A ideia é mostrar que essas obras são resultado da sua gestão. Embora muitas dessas inaugurações sejam de projetos que já estavam em andamento, o governo quer que Lula seja visto como próximo do povo. O PAC enfrenta cortes no orçamento, mas o governo afirma que o objetivo é melhorar a infraestrutura do país e gerar empregos. Além disso, Lula tem intensificado suas viagens para participar de inaugurações, mesmo de obras que foram iniciadas por administrações anteriores. A estratégia visa preparar o terreno para as próximas eleições, com a expectativa de que essas ações ajudem a melhorar a imagem do governo.

O governo federal, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, está mudando a abordagem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Diante de cortes orçamentários e dificuldades em lançar grandes obras, a estratégia agora se concentra em inaugurações de projetos menores, como creches e ambulâncias, para se conectar com a população.

A nova tática visa evitar que Lula seja associado apenas a eventos de pequeno porte. O plano é realizar grandes cerimônias, onde o presidente participará de uma inauguração em uma cidade e anunciará simultaneamente outras obras em diferentes localidades, transmitidas online. Essa mudança busca reforçar a presença de Lula fora de Brasília, destacando que essas obras são frutos de sua gestão.

Até abril, dois mil setecentos e três municípios estavam com obras em execução, licitação ou concluídas no PAC Seleções, que prioriza projetos locais. Para 2025, está previsto um investimento de R$ 49,2 bilhões. A Casa Civil, em resposta às críticas sobre a falta de uma “marca” para o PAC, afirma que o objetivo é ampliar a infraestrutura do país em parceria com prefeituras e o setor privado.

O secretário nacional de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Jilmar Tatto, defende a nova estratégia, afirmando que as viagens de Lula para inaugurações, mesmo que de obras menores, têm impacto nas redes sociais e fortalecem o movimento político entre deputados e prefeitos. “Tirar Lula do Palácio dá a ideia de movimento e proximidade com o povo,” disse Tatto.

A mudança ocorre em um contexto de orçamento congelado, com R$ 7,6 bilhões do PAC afetados por contingenciamento. O PAC, que foi lançado em 2007, é conhecido por grandes obras de infraestrutura, como a Ferrovia Norte-Sul e a hidrelétrica de Belo Monte. Com a nova abordagem, o governo busca melhorar a avaliação da gestão e se preparar para as eleições de 2026.

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