As negociações entre o Governo mexicano e os professores da CNTE não deram certo novamente, após uma greve nacional de 18 dias. O encontro ocorreu na Secretaria de Governança, mas não houve novos oferecimentos. A CNTE, que já recebeu apoio de outros estados, continua exigindo mudanças nas pensões, especialmente a revogação da lei do ISSSTE de 2007. O governo reconhece que essa lei teve um impacto negativo, mas afirma que não há dinheiro para revertê-la. Em troca, a presidente Claudia Sheinbaum ofereceu propostas que não exigem grandes investimentos, como aumentar as pensões privadas com um fundo de bem-estar. No entanto, os professores consideram isso insuficiente e querem um aumento maior. Apesar das dificuldades nas conversas, todos estão dispostos a se reunir novamente, mas a CNTE não aceitará menos do que o que busca. O cansaço é um fator que pode influenciar a continuidade da greve.
As negociações entre o Governo mexicano e a Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) falharam novamente nesta segunda-feira, após uma greve nacional de dezoito dias. O encontro ocorreu na Secretaria de Governança, mas não resultou em novos oferecimentos. A CNTE, que já havia rejeitado propostas anteriores, reafirmou sua demanda pela derogação da lei do ISSSTE de dois mil e sete, que altera o sistema de pensões.
A porta-voz da CNTE, Eva Hinojosa, criticou a falta de avanços nas discussões, afirmando que o governo se mantém “com ouvidos surdos” às reivindicações. A Secretaria de Governança confirmou que as negociações estão no mesmo ponto anterior, sem novas propostas. O governo argumenta que não há orçamento disponível para atender à demanda de reversão da lei, que é central para os professores.
Apesar do impasse, o governo se comprometeu a continuar as discussões na quarta-feira, às 11h. A CNTE recebeu apoio de professores de outros estados, mantendo a pressão por mudanças significativas nas pensões. Embora as mobilizações tenham diminuído, a disposição para negociar permanece. O governo apresentou alternativas que não exigem grandes investimentos, como a complementação das pensões privadas com um fundo de bem-estar, mas a CNTE considera essas propostas insuficientes.
A presidente Claudia Sheinbaum ofereceu um aumento de nove por cento retroativo a janeiro e mais um por cento a partir de setembro, mas a CNTE busca um aumento de cem por cento. As bases da CNTE serão consultadas após cada reunião, e a pressão por um acordo continua, mesmo com o desgaste das partes envolvidas.
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