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Pedagoga Cláudia Tavares é presa após decisão do STJ sobre assassinato do marido

Cláudia Tavares Hoeckler, presa após decisão do STJ, confessou ter assassinado o marido após anos de violência doméstica.

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Cláudia Tavares Hoeckler, uma pedagoga de 42 anos, foi presa em Santa Catarina no dia 31 de outubro de 2023, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que ela não poderia mais aguardar o julgamento em liberdade. Cláudia confessou ter assassinado seu marido, Valdemir Hoeckler, em novembro de 2022, após anos de violência doméstica. Ela deu remédios para dormir a Valdemir e o asfixiou enquanto ele dormia, escondendo o corpo no freezer da cozinha por cinco dias. O crime ocorreu em Lacerdópolis, uma cidade pequena em Santa Catarina. Cláudia havia conseguido o direito de ficar em liberdade com tornozeleira eletrônica em agosto de 2023, mas o Ministério Público recorreu ao STJ, alegando que o crime foi premeditado. Cláudia se entregou à penitenciária e afirmou que sempre respeitou a Justiça. Ela relatou ter sofrido agressões e ameaças de morte por parte do marido, o que a levou a agir dessa forma. A defesa de Cláudia planeja recorrer da decisão do STJ.

A pedagoga Cláudia Tavares Hoeckler, de 42 anos, foi presa em Santa Catarina no dia 31 de outubro de 2023, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspender seu direito de aguardar o julgamento em liberdade. Cláudia confessou ter assassinado seu marido, Valdemir Hoeckler, em novembro de 2022, após anos de violência doméstica.

O crime ocorreu em Lacerdópolis, onde Cláudia deu comprimidos de sonífero ao marido e o asfixiou com uma sacola plástica. Após o homicídio, escondeu o corpo no freezer da cozinha por cinco dias, camuflando-o entre alimentos. O corpo foi encontrado em 20 de novembro de 2022, e Cláudia se entregou no dia seguinte.

Cláudia aguardava o julgamento em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica, benefício concedido em agosto de 2023. No entanto, o Ministério Público recorreu ao STJ, alegando premeditação e ocultação do cadáver. A defesa de Cláudia, representada pelo advogado Matheus Molin, afirmou que ela cumpriu todas as exigências legais e não reincidiu em delitos.

Contexto do Crime

Cláudia relatou ter vivido um ciclo de abusos por parte de Valdemir, incluindo agressões físicas e psicológicas. Em 2019, obteve uma medida protetiva contra ele, mas o casal reatou. No dia do crime, Valdemir a ameaçou de morte, o que, segundo a defesa, motivou a ação de Cláudia.

A decisão do STJ considerou a gravidade do crime, destacando que a soltura de Cláudia foi indevida. A polícia descobriu o corpo após uma contradição em seu relato sobre o freezer, que estava cheio de produtos congelados sem registro de compras recentes. Cláudia se entregou à Penitenciária Feminina de Chapecó, afirmando que buscava justiça.

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