A Justiça de São Paulo decidiu manter a suspensão de duas licitações para a compra de coletes balísticos para as polícias civil e militar. A decisão foi tomada devido a preocupações com a segurança dos policiais e riscos financeiros, já que os preços dos coletes eram mais altos do que os de concorrentes e um dos produtos falhou em um teste de segurança. A empresa vencedora, Protecop, foi criticada por não apresentar documentos exigidos e por ter um colete reprovado em um teste balístico. Além disso, a validade de mais de 8 mil coletes da Polícia Civil já havia expirado, o que coloca em risco a segurança dos agentes. O governo do estado informou que está tomando medidas para adquirir novos coletes, mas as licitações estão suspensas desde abril e ainda não foram resolvidas. A Protecop defende que cumpriu todas as exigências e que as alegações contra seus produtos são distorcidas.
A Justiça de São Paulo mantém a suspensão de duas licitações para a compra de coletes balísticos destinados às polícias civil e militar. As decisões, publicadas na semana passada, apontam riscos financeiros e de segurança devido a irregularidades nos processos de compra.
Os certames, que foram vencidos pela mesma empresa, apresentaram preços superiores aos de concorrentes e coletes reprovados em testes balísticos. O desembargador Rubens Rihl, relator do caso, destacou que o prazo de validade de 8.293 coletes para a Polícia Civil expirou em novembro do ano passado, colocando em risco a segurança dos policiais.
A empresa vencedora, Protecop, apresentou uma certificação considerada menos rigorosa do que a exigida no edital, o que levou à desclassificação de concorrentes que ofereciam preços mais baixos. Rihl observou que houve quebra de isonomia no processo, com regras aplicadas de forma diferente à vencedora.
Além disso, a Protecop não apresentou diversos laudos exigidos, e a Justiça questionou a segurança dos coletes, que falharam em um teste balístico. O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, recorreu das decisões, mas os pedidos foram negados.
A Secretaria de Segurança Pública, sob Guilherme Derrite, informou que a Polícia Civil já iniciou procedimentos para a compra de 30 mil novos coletes balísticos e que nenhum policial será designado para atividades operacionais sem o equipamento adequado. A pasta também garantiu que não há risco de desabastecimento para a Polícia Militar, cujos coletes têm validade até 2026.
As licitações estão suspensas desde abril, e a situação levanta preocupações sobre a segurança dos agentes em operações, já que coletes vencidos comprometem a eficácia das atividades policiais.
Entre na conversa da comunidade