O governo Trump anunciou que vai acabar com as proteções federais em grandes áreas do Alasca, permitindo a perfuração de petróleo e mineração em regiões selvagens. O secretário do Interior, Doug Burgum, criticou o governo Biden por ter proibido a perfuração em mais da metade da Reserva Nacional de Petróleo do Alasca, que é uma área importante para a vida selvagem. A reserva abriga ursos, renas e muitas aves migratórias. Burgum afirmou que a nova medida faz parte da estratégia de Trump para aumentar a produção de energia. Enquanto alguns grupos nativos do Alasca apoiam a ideia, outros estão preocupados com os impactos ambientais e a ameaça aos seus modos de vida. Ambientalistas também criticaram a decisão, dizendo que isso pode agravar a crise climática e prejudicar as comunidades locais.
O governo de Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira, 2, planos para revogar as proteções federais em milhões de hectares da Reserva Nacional de Petróleo do Alasca. A medida permitirá a perfuração e mineração em áreas ecologicamente sensíveis. O secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que a administração Biden ultrapassou sua autoridade ao proibir a exploração de petróleo e gás em mais da metade da reserva, que abrange 9,3 milhões de hectares.
A proposta de revogação faz parte da agenda de Trump, que busca aumentar a extração de recursos em terras públicas. Burgum declarou que a ação visa “restaurar o equilíbrio” e garantir a independência energética dos Estados Unidos. A reserva, localizada a cerca de 960 quilômetros de Anchorage, é habitat de diversas espécies, como ursos-polares e aves migratórias.
Durante a visita ao Alasca, Burgum, acompanhado por Lee Zeldin, administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), e Chris Wright, secretário do Departamento de Energia, incentivou a exploração em áreas sensíveis. A indústria petrolífera elogiou a decisão, enquanto grupos ambientalistas criticaram a medida, afirmando que ela acelerará a crise climática.
Grupos nativos do Alasca estão divididos sobre a proposta. Nagruk Harcharek, presidente da Voice of the Arctic Inupiat, defendeu a autorização para projetos de petróleo e gás, afirmando que o governo federal reconhece as comunidades como parceiras. Em contrapartida, Rosemary Ahtuangaruak, ex-prefeita de Nuiqsut, expressou preocupação com os impactos na vida selvagem e nas práticas de subsistência das comunidades indígenas.
A Wilderness Society, um grupo ambientalista, classificou a revogação das proteções como um “ultraje”, destacando que a medida comprometerá ainda mais a segurança alimentar e o meio ambiente no Alasca, que já enfrenta mudanças climáticas severas.
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