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Tulsa destina R$ 105 milhões para reparações à comunidade negra após massacre de 1921

Tulsa aprova pacote de reparações de $105 milhões para revitalizar a comunidade negra, sem pagamentos diretos a sobreviventes ou descendentes.

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A cidade de Tulsa, Oklahoma, está prestes a aprovar um pacote de reparações de 105 milhões de dólares para a comunidade negra, em resposta ao Massacre de Tulsa de 1921, que destruiu a próspera área de Greenwood e resultou na morte de cerca de 300 pessoas. O plano, apresentado pelo prefeito Monroe Nichols, que é o primeiro prefeito negro da cidade, foca na revitalização da comunidade e não prevê pagamentos diretos a sobreviventes ou seus descendentes. Os fundos, que vêm de um trust privado, incluem 24 milhões para habitação e 60 milhões para preservação cultural. Nichols destacou que o massacre foi um evento trágico que prejudicou o futuro econômico da cidade e que é hora de tomar medidas para restaurar a comunidade. O plano, chamado “Caminho para a Reparação”, busca garantir os 105 milhões em ativos até 1º de junho e também criará um fundo legado para aquisição de terras. O conselho da cidade não precisa aprovar o plano, mas deve autorizar a transferência de propriedades para o trust. O massacre, que ocorreu em maio de 1921, foi um dos maiores ataques raciais da história dos Estados Unidos e, por muitos anos, sua história foi ignorada.

A cidade de Tulsa, Oklahoma, está prestes a aprovar um pacote de reparações de $105 milhões para a comunidade negra, visando reparar os danos causados pelo Massacre Racial de Tulsa em 1921. O anúncio foi feito pelo prefeito Monroe Nichols, o primeiro negro a ocupar o cargo, durante o primeiro Dia de Observância do Massacre.

O plano, denominado Road to Repair, foca na revitalização comunitária e não prevê pagamentos diretos a sobreviventes ou descendentes. Os recursos, levantados por um fundo privado, incluem $24 milhões para um fundo habitacional e $60 milhões para preservação cultural, com o objetivo de “reduzir a degradação” na área.

Nichols destacou que o massacre foi uma mancha na história da cidade, que foi “escondida dos livros de história”. Ele mencionou que os danos econômicos se agravaram com a construção de uma rodovia que prejudicou a vitalidade econômica da comunidade, além de práticas de redlining que negaram empréstimos a negros.

Detalhes do Pacote

O plano de reparações busca garantir que $105 milhões em ativos sejam assegurados ou comprometidos até 1º de junho. Parte do montante será destinada a um fundo legado para aquisição e desenvolvimento de terras. O prefeito afirmou que a proposta não necessita de aprovação do conselho municipal, embora a transferência de propriedades da cidade para o fundo precise ser autorizada.

O massacre de maio de 1921 resultou na destruição de mais de 1.000 casas e na morte de cerca de 300 residentes negros, marcando um dos ataques raciais mais violentos da história dos Estados Unidos. Por décadas, a narrativa do massacre foi negligenciada, mas ganhou atenção em 2020, quando o ex-presidente Donald Trump anunciou um comício em Tulsa no dia 19 de junho, data que celebra o fim da escravidão.

Tulsa se torna a primeira cidade a implementar um plano de reparações em grande escala focado em um ataque racial específico. Enquanto isso, outras cidades, como Evanston, já iniciaram programas de reparações, mas com enfoques diferentes.

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