O brigadeiro Carlos Almeida de Baptista Junior, que foi comandante da Aeronáutica no final do governo de Jair Bolsonaro, disse ao STF que a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) discutida após as eleições de 2022 tinha como objetivo impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele explicou que a GLO normalmente é usada em situações específicas, mas nas reuniões que ocorreram no Planalto em novembro de 2022, percebeu que estava sendo proposta com um propósito diferente. Baptista Junior e outros militares se sentiram desconfortáveis com isso e sugeriram que Bolsonaro convocasse ministros e líderes do Congresso para discutir a situação. Com o tempo, ele passou a acreditar que as reuniões tinham a intenção de evitar que Lula assumisse a presidência em janeiro de 2023. Ao notar essa possível conspiração, ele decidiu se afastar das reuniões e não participou de encontros em dezembro de 2022.
O brigadeiro Carlos Almeida de Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, revelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) discutida após as eleições de 2022 tinha como objetivo impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu depoimento, Baptista afirmou que a proposta era diferente do que ele conhecia como militar, gerando um clima de conspiração entre militares.
O brigadeiro relatou que, em reuniões no Planalto em novembro de 2022, percebeu que a GLO estava sendo sugerida com finalidades distintas. Ele comentou que, normalmente, esse instrumento é utilizado para resolver problemas pontuais, mas, nas discussões, o foco parecia ser agradar aos caminhoneiros e aos apoiadores de Jair Bolsonaro que contestavam o resultado eleitoral.
Baptista expressou que essa situação deixou os militares desconfortáveis. Ele, junto com o general Freire Gomes, comandante do Exército à época, e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio, sugeriu que o então presidente Jair Bolsonaro convocasse o ministro da Justiça e os presidentes da Câmara e do Senado para discutir a questão.
Com o tempo, a dúvida de Baptista se transformou em certeza de que havia uma tramitação para um golpe. Ele afirmou ao STF que a intenção era evitar a assunção de Lula, que estava marcada para janeiro de 2023. Ao perceber a conspiração, o brigadeiro decidiu se afastar das reuniões e não participou de encontros no Planalto em dezembro de 2022.
Entre na conversa da comunidade