O Gaeco e as Polícias Militares de São Paulo e Minas Gerais prenderam 17 pessoas e realizaram 22 buscas em uma operação contra uma quadrilha de agiotas que atuava em cidades do interior. A operação, chamada Castelo de Areia, encontrou dinheiro, relógios de luxo, talões de cheques e armas. A quadrilha emprestava dinheiro com juros altos e usava violência para cobrar as dívidas. As investigações começaram no final de 2022 e revelaram que os criminosos continuavam a agir mesmo após algumas prisões. Parte do dinheiro obtido era usado para lavar dinheiro em empresas de fachada e comprar bens de luxo. A Justiça autorizou as prisões após um pedido do Ministério Público, e cerca de 120 policiais participaram da ação. Novos membros da organização foram identificados durante a operação.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as Polícias Militares de São Paulo e Minas Gerais deflagraram, nesta terça-feira (3), a segunda fase da operação Castelo de Areia. A ação visa desmantelar uma quadrilha de agiotas que atuava em cidades do interior dos dois estados. Foram cumpridos 17 mandados de prisão e 22 mandados de busca em Ribeirão Preto e Franca, em São Paulo, e em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais.
A operação resultou na apreensão de dinheiro em espécie, relógios de luxo, talões de cheques, máquinas de cartões e armas. Os suspeitos, cujas identidades não foram divulgadas, são acusados de emprestar dinheiro com juros exorbitantes e usar violência para cobrar as dívidas. As investigações, iniciadas no final de 2022, revelaram que a quadrilha recorria a ameaças de morte para intimidar as vítimas.
Detalhes da Operação
Interceptações telefônicas mostraram que os membros da organização criminosa afirmavam que continuariam com suas atividades ilícitas, mesmo após prisões de integrantes. Parte do lucro obtido era reinvestido no esquema, enquanto outra parte era destinada à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, compra de veículos de luxo e imóveis.
A Justiça expediu os mandados a pedido do Ministério Público. Aproximadamente 120 policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática de São Paulo participaram da operação. Com o avanço das investigações, novos membros da quadrilha foram identificados, indicando que a organização ainda mantém atividades em outras cidades da região.
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